Adoção de notebook cresce, mas atinge apenas 5% dos lares no Brasil

Guilherme Felitti, do IDG Now!
06 de abril - 18h41 - Atualizada em 06 de abril - 18h42
Impulsionados pela classe A, laptops saltam de 1% de participação em 2007 para 5% em 2009, mas preço ainda afasta adoção pelos mais pobres.

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A adoção de notebooks no Brasil cresceu cinco vezes em três anos, mas atinge apenas 5% dos lares brasileiros, segundo a pesquisa TIC Domicílios, divulgada pela terça-feira (6/4) pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

Nas medições realizadas entre 2005 e 2007 apenas em ambientes urbanos, laptops aparecem estagnados em 1% dos domicílios brasileiros.

Em 2009, a relação subiu pra 3% e atingiu 5% do ano passado tanto na medição urbana como na que considera também o ambiente rural.

Segundo o NIC.br, a classe A é a principal responsável pela presença de laptops em domicílios brasileiros. Em 2009, 48% dos respondentes afirmaram que têm um computador portátil em casa, contra 31% em 2008.

Na classe B, a participação dos laptops cai a menos de um terço - apenas 15% afirmaram ter laptops em casa. Quando consideramos a classe C, a presença atinge apenas 3% dos lares.

As classes D e E não chegam a registrar qualquer menção à posse e uso de laptops.

"A mobilidade é limitada a um fator econômico, que é o custo do notebook", afirma o coordenador do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), Alexandre Barbosa.

Mesmo com o aumento, a baixa posse de laptops entre os brasileiros contrasta com dados da consultoria IT Data segundo os quais laptops foram responsáveis por 43% das vendas de computadores no Brasil em 2009.

Em comparação, desktops atingiram 32% dos lares brasileiros, com vendas que cresceram 29% em 2009, segundo dados da pesquisa. Na média de 2005 a 2009, a venda de desktops aumentou 21% anualmente.

A TIC Domicílios 2009 foi realizada com 21.498 entrevistados entre 21 de setembro e 27 de outubro do ano passado nas cinco regiões brasileiras. O estudo pode ser acessado na íntegra no site do NIC.br.