Dicas para fugir da confusão entre netbook e notebook
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A confusão entre netbooks e notebooks no varejo online brasileiro resulta de uma "crise de identidade" do mercado, afirma o gerente de mercado e inteligência de negócios da Marco Consultoria, Henrique de Campos Júnior. Em uma consulta feita pelo IDG Now! a sete dos maiores sites de comércio eletrônico brasileiros, três deles classificam os ultraportáteis (mais leves e mais finos, voltados essencialmente para aplicativos de produtividade e navegação na web,) como notebooks.
"Muitas pessoas confundem o netbook com um 'notebook mais barato'", diz Campos Júnior. De acordo com um estudo da empresa de pesquisa de mercado, NPD Group, com 600 pessoas que compraram netbooks entre 27 de abril e 4 de maio deste ano nos Estados Unidos, 60% dos entrevistados acreditavam que os netbooks que iriam comprar teriam as mesmas funcionalidades de um notebook.
Em uma pesquisa recente da consultoria IT Data, com 40 lojas de dez diferentes varejistas, brasileiros 80% dos vendedores não faziam qualquer distinção entre notebook e netbook. "O problema é que 41% de 200 pessoas físicas que pesquisamos e compraram o produto estão insatisfeitas com a aquisição", informa Ivair Rodrigues, diretor da empresa.
Para Marcel Campos, gerente de marketing do Brasil da Asus, fabricante da linha de netbooks Eee PC, a classificação de todos os portáteis como notebooks gera confusão. "Quando encontramos este tipo de irregularidade entramos em contato com o varejista", afirma. "Erros acontecem. O que não pode acontecer é isso perpetuar uma frustração muito grande para o consumidor" observa o executivo.
Quais são as diferenças
Campos destaca características técnicas, como ausência de drive óptico e o uso de processadores Atom, da Intel, como formas de ajudar o consumidor na identificação de um netbook. A dica, entretanto, tem algumas ressalvas, como um novo modelo da linha Eee PC. O produto é vendido com drive de CD/DVD-ROM, que ainda não chegou ao Brasil, e o início da oferta de microprocessadores Atom, da Intel, para desktops.
A fabricante Positivo Informática, cujos netbooks Mobo são oferecidos como notebooks nos sites das redes Casas Bahia, Submarino.com e Wal-Mart, argumenta que até hoje não existem características únicas que definam se um computador é um notebook ou um netbook. "Alguns notebooks com tecnologia ultra-low voltage também apresentam tela e peso semelhante aos computadores da linha Mobo, que é netbook", afirma a fabricante brasileira.
Na avaliação de Campos, apesar do preço convidativo, se for escolhido como o primeiro computador do usuário, o netbook certamente vai deixar a desejar. "O netbook é um complemento do notebook ou do desktop", afirma. "É uma máquina feita para acessar conteúdos em trânsito, não para gerar conteúdos como o notebook" aconselha.
Consumidor deve pesquisar e desconfiar
Caso se sinta prejudicado em uma compra pela internet, o consumidor tem até sete dias para fazer reclamação perante o lojista ou devolver o produto. Mas, para não passar por esse problema ou minimizá-lo, o melhor remédio é adotar uma solução muito conhecida do brasileiro: pesquisar. "Buscar informações na internet sobre as diferenças básicas entre um netbook e um notebook municiará o consumidor contra esses problemas", afirma Maria Inês Dolci,coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor).
Outra recomendação é desconfiar de "notebooks" com preços muito convidativos. "Se o valor de um suposto notebook estiver muito baixo, é bom ficar alerta."
Feitas as recomendações, Maria Inês chama a atenção para o fato de que as empresas são obrigadas pelo Código de Defesa do Consumidor a comunicar de modo claro as características os produtos comercializados. "Se houver omissão ou informações confusas, o consumidor pode ser induzido a uma compra indevida", diz.


