Confira 10 sistemas operacionais que ficaram no passado da computação
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Eles se foram, mas nós não os esquecemos. Nos próximos meses se comemora o 40º aniversário do Unix e, com isso, podemos observar que as pessoas adoram sistemas operacionais.
Estamos há mais de 30 anos na era da computação pessoal e a equipe de aficionados por tecnologia do Computerworld dos Estados Unidos, listou suas lembranças dos sistemas operacionais do passado.
> Veja 10 sistemas operacionais do passado:
> DOS
> System 7
> Amiga
> GEOS
> OS/2
> NeXT
> BeOS
> Windows 95
> Windows X
Para alguns deles, dissemos 'adeus' com pesar. Para outros, foi um 'tchau' com gosto de 'já vai tarde'. Hoje, temos a honra de lembrar alguns memoráveis sistemas operacionais e interfaces que marcaram nossos desktops por muitos anos. Relembre:
1) CP/M
Não é exagero dizer que o Control Program for Microcomputers (CP/M), criado por Gary Kildall, estava presente no começo da revolução da computação pessoal.
Com o CP/M oferecendo uma camada sobre o processador, desenvolvedores independentes se concentraram em fazer programas que funcionavam a seus usuários.
Dois dos primeiros softwares mais populares, o WordStar e o dBase, foram feitos para o CP/M. O software também introduziu as opções de linhas de comando popularizadas pelo DOS.
Também não é exagerar chamar o CP/M de avô do DOS. Na verdade, chamá-lo de irmão gêmeo do MS-DOS talvez seja mais coerente, já que usava as mesmas APIs e compartilhava muitos dos comandos.
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2) DOS
O DOS foi condenado de vez quando a Microsoft lançou o Windows 95 em 1995, mas muitos dos que se acostumaram com as linhas de comando podem achar mais ágil escrever em uma tela escura que selecionar menus e ícones com o mouse.
O DOS não era um único e homogêneo sistema operacional, mas sim uma base sobre a qual vários desenvolvedores criaram versões. Mesmo o icônico PC-DOS, que integrava o primeiro IBM PC, tinha a marca da IBM e havia sido desenvolvido pela Microsoft após um acordo de licenciamento de uma companhia chamada QDOS.
Os mais entusiastas citam o MS-DOS 3.3, lançado em 1987, como a melhor versão do sistema, já que introduzia novidades como suporte a mais de um drive lógico por disco rígido e a capacidade de lidar com disquetes de 3,5 polegadas.
3) System 7
Sim, ainda existe um Mac OS, mas estamos falando do clássico Mac OS, que rodava em chips Motorola, não era baseado em BSD Unix e, mais evidente de tudo, era conhecido com System.
Dos 16 anos e 9 versões do System que acompanhamos, dá pra falar que o System 7 é o mais nostálgico de todos. Em um mercado alimentado pela histeria da bolha ponto-com, o System fortalecia um setor de clones que rapidamente expandiu a plataforma Mac.
Os clones também ajudaram a Apple a dar ao System o novo nome pelo qual ele é conhecido até hoje - a partir da versão 7.6, ao ligar a máquinas com chips PowerPC, o usuário via "Mac OS" na inicialização para saber que não se tratava de um clone.
Além dos adesivos engraçadinhos acompanhando o lançamento do Windows 95 que diziam "Windows 95 = Mac OS
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4) Amiga
Hoje a função multitarefa é comum em um sistema operacional, mas há 20 anos, era o Santo Graal das plataformas de computação pessoal. Com a criação do DOS, o Windows apenas sonhava com a funcionalidade. Os sistemas Mac e OS/2 também caminhavam para isso. Era possível mudar de um programa para outro, mas se um deles estavam fazendo um download ou recalculando uma planilha, o sistema ficava bastante lento ou chegava a travar.
Enquanto isso, uma plataforma de games, que existia há quatro anos, estava a frente de todas. O sistema operacional Amiga era tão so fortemente codificado que as grandes corporações levaram quase uma década para alcançá-lo. Na época, as máquinas Amiga era usadas para dar suporte a seriados populares da televisão norte-americana como SeaQuest, Babylon 5 e Max Headroom, incluindo uso de efeitos em tempo real nas transmissões.
Somente no final da década de 90 os sistemas Windows NT, OS/2 e Mac OS conseguiram oferecer a função multitarefas - e demandavam consideráveis recursos de hardware para isso.
No entanto, a proeza dos criadores do Amiga foi abafada por problemas de fluxo de caixa. No começo de 1994, um pedido de falência levou a Amiga a uma sucessão de donos - da Commodore para a Escom, depois para a Gateway e assim por diante. O desenvolvimento do AmigaOS 4 teve continuidade para a plataforma PowerPC, mas hoje há uma disputa para definir a quem pertence o sistema, ainda usado diariamente por fiéis seguidores.
5) GEOS
Cerca de dois anos após o lançamento do Macintosh e um ano depois do Windows ter aparecido, um grupo de programadores da Califórnia lançou um sistema operacional gráfico capaz de rodar em uma plataforna de games de 1 MHz.
Em 1986, quando a Commodore lançou uma versão reformulada de sua máquina para games de oito bits, a companhia inseriu um sistema operacional da Berkeley Softworks, que seguia o estilo do Mac. O console Commodore 64C contava com processamento de texto, editoração no desktop e planilhas - além de games bacanas da época, além de custar o décimo do preço de um Mac ou de um PC com Windows.
O GEOS ganhou uma versão para PC, chamada PC/GEOS ou GeoWorks Ensemble, em 1990. A versão, na realidade, era um ambiente computacional baseado no DOS - da mesma forma como o Windows era oferecido naquela época - com um código mais refinado.
Com capacidade de rodar um pacote de produtividade tranquilamente em máquinas 286, o sistema rebaltzado de GeoWorks avançou na direção dos palmtops, mas deixou o mapa da computação pessoal em 1990. Em 1996, o sistema reapareceu no segmento educacional com o nome de NewDeal (descontinuado no fim do século 20). A atual proprietária, Breadbox Computer, está buscando uma forma de aproveitar o potencial do sistema.
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6) OS/2
Em qualquer discussão de sistemas operacionais,pode ser fácil deixar de lado o fato de que por trás dos ícones, menus e gráficos, os sistemas estão ali basicamente para rodar programas no hardware. Neste sentido, o OS/2 era um sistema operacional a ser considerado.
Se o usuário desejasse rodar diversos programas DOS de uma vez ou uma série de aplicações para Windows ou um grupo de aplicações do OS/2, na década de 90, sem se deparar com uma tela azul da morte, a IBM podia dar cobertura.
Considerando que ele nasceu de uma relação difícil entre a Microsoft e a IBM, o OS/2 era bastante estável e bem ajustado. Criado em 1987, o jovem sistema operacional não perdeu o rebolado até 1995, quando seu 'meio irmão', o Windows 95 chegou para atraiu todas as atenções.
Naquela época, o OS/2 Warp 3 ganhava terreno em grandes empresas e setores estáveis como bancos, seguros e telecomunicações. O sistema rodava em milhares de ATMS pelo mundo na década de 90 e chegou assim até o novo milênio.
No entanto, de alguma forma, o OS/2 não fez barulho no mercado de consumo. Os desenvolvedores estavam interessados em programas para Windows, que o OS/2 Warp executava muito bem, mas a maioria das pessoas não viu vantagem em comprar um Warp no lugar de um Windows para seus PCs.
O OS/2 foi um bravo soldado até que a IBM o descontinuasse em 2001, mantendo o suporte até 2006. Ele pode não estar mais em caixas eletrônicos, mas algumas pessoas ainda mantém uma caixinha do OS/2 em suas prateleiras como lembrança.
7) NeXTStep
Em 1989, o mundo novo das janelas, ícones e menus estava ganhando estilo. Então Steve Jobs chegou com a NeXT Computer. O NeXT Computer original, ou "Cube" e seu irmão mais novo, o NeXTstation, era preto e brilhante. As telas em escalas de cinza apresentavam um visual menos cansativo aos olhos.
O sistema operacional NeXTStep contava com uma interface gráfica criada em torno do Display PostScript e era baseado em uma sólida estrutura Unix, incluindo uma camada de aplicação orientada a objeto e um kit para desenvolvedores.
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O NeXT Computer não decolou como Jobs esperava, mas encontrou um espaço no setor acadêmico. Ele era o favorito do CERN, onde um pesquisador inglês chamado Tim Berners-Lee usava máquinas NeXT para desenvolver um projeto chamado World Wide Web. Só por este motivo, o NeXTStep ganhou seu lugar na história da tecnologia.
Em parceria com a Sun, o sistema operacional NeXT foi rebatizado de OpenStep e passou a rodar em sistemas Solaris. O sistema tornou-se público em 1994 e se desenvolvimento tornou-se a chave de um acordo feito em 1996 que trouxe Steve Jobs de volta à Apple. Mais tarde o OpenStep renasceu, no Stanford Linear Accelerator Center, como GNUstep – passando por uma camada Unix e ligado ao X Window.
8) BeOS
Em 1991, quando a Apple lançou a plataforma PowerPC e fabricantes de hardware começaram a fazer clones de Mac, uma companhia teve outra ideia: a Be Inc. decidiu ter seu próprio sistema operacional, o BeOS, para rodar na plataforma Mac.
Em 1990, o ex-executivo da Apple, Jean-Louis Gassée, fundador da Be Inc. desenvolveu uma nova plataforma e computação, a BeOS, e uma máquina chamada BeBox. Mas o processador da AT&T usado pelo BeBox foi descontinuado e a Be teve de desenvolver uma nova plataforma para rodar chips PowerPC.
Quando o fluxo de caixa da companhia não foi mais suficiente para que ela mantivesse seu próprio hardware, a Be remodelou o BeOS para rodar em plataformas de outras empresas como Pentium e PowerPC. Infelizmente, a Be não conseguiu muito dinheiro. Ela até atraiu o interesse da Apple em meados da década de 1990, mas seu preço não era muito convidativo. Na briga de ofertas, a Apple decidiu fazer seu próprio OS.
Em 2001, a Be foi vendida para a Palm, que decidiu interromper o desenvolvimento da plataforma... e ela morreu. Entusiastas do BeOS mantém até hoje um site chamado BeBits.com.
9) Windows 95
Muitos de nós ainda lembramos com certo carinho e saudosismo do Windows 95, que permitiu que as pessoas, nos computadores de suas casa, nomeassem arquivos com alguma coisa mais flexível que um nome de oito caracteres e uma extensão.
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Foi a primeira vez que a Microsoft deu aos clientes um sistema operacional gráfico com uma fundamentação decente. Até então, o Windows era só um ambiente operacional - uma estrutura fácil de navegar construída sobre as bases do DOS. O mundo mudou no momento em que pudemos clicar no botão "Salvar".
Ainda temos nossos problemas que o Windows 95 certamente não conseguiu resolver e as mensagens de erro continuam sendo recorrentes anfitriãs. Mas ele foi um separador de águas e nos trouxe onde estamos hoje. Claro, houve alguns erros no meio do caminho (ME? Vista?), mas o Windows 7 vai abrir novas perspectivas para nós.
10) X Window
Nós sabemos. O X Window System, ou X Window, não foi um sistema operacional de verdade. Mas seus criadores começaram com um manifesto e, por isso, não podemos ignorá-lo.
Enquanto IBM, Microsoft e Apple conduziam revoluções paralelas no mercado, Bob Scheifler e Jim Gettys, do MIT, criavam um trabalho filosófico: cortar a complexidade. Entre as pérolas de sabedoria da dupla, estavam:
- Não incluir novas funcionalidades ao menos que alguma aplicação real as exijam;
- Se você pode conseguir 90% do resultado com 10% do trabalho, use a solução mais simples;
- Se um problema não é completamente entendido, é melhor não oferecer nenhuma solução.
O X acabou fazendo exatamente o que se propôs: fazer um núcleo de sistema operacional Unix e a interface do usuário trabalhar juntos. É surpreendente como não ouvimos mais falar sobre isso. Ou nem tanto. Nos primeiros quatro anos, ele teve 11 atualizações. Nos 21 anos seguintes, ele chegou apenas até a versão 11.7.4!
Mas não ache que o X realmente se foi: ele está oculto nos mais famosos lançamentos de Unix e Linux, e em toda a família do Mac OS X - Panther, Tiger e Leopard. E deve continuar por muito tempo.