Opinião: leitores reclamam de comentário sobre interface do Linux
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Injusta e tendenciosa. Essa é a opinião dos leitores do IDG Now! sobre a reportagem "Linux no desktop: entenda por que esse casamento não vingou", que procurou entender as razões de o sistema operacional de código aberto - apesar de estável e seguro (como citado na reportagem original) - ter menos de 1% de participação de mercado, de acordo com dados da Net Applications.
Os leitores reclamaram principalmente da declaração de que as interfaces do Linux "são ruins e mal acabadas". Para o leitor Weverton, "dizer que a interface do Linux é mal acabada e que ele é difícil de instalar é realmente o fim. Hoje, os instaladores gráficos são muito mais simples que os do Windows e a interface, ganha de longe ainda em relação ao sistema da Microsoft!".
Já o leitor Fábio escreveu que discorda "veementemente quando se diz que as interfaces do Linux são 'difíceis' e 'mal acabadas'". "Isso pode ser verdade quando se fala do KDE 3.5, que de fato é muito poluído, mas de modo algum isso se aplica ao GNOME e às versões mais novas do KDE."
Vale destacar que essa declaração é complementada por duas idéias e que, somadas, procuram explicar que o sistema não é ruim, mas, principalmente, que essas características afastam os usuários - naturalmente resistentes a mudanças.
Primeiro, Stephen Kleynhans, analista das áreas de PC, laptop, aparelhos portáteis e tecnologia de consumo do Gartner, afirma que as pessoas estão tão acostumadas com o Windows que elas se sentem "confortáveis" diante do sistema da Microsoft. Ou seja, elas encontram os aplicativos que precisam com facilidade. Em seguida, Érico Andrei, da Simples Consultoria, argumenta que "quando as pessoas abrem o Linux e os itens de menu não estão no mesmo lugar, elas querem voltar ao Windows".
Outros internautas, porém, concordaram com o argumento. O leitor Rodrigo disse que concorda "em muitos pontos do artigo, onde o usuário final tente a se estagnar com aquilo que lhe atende". Ele também acrescenta dizendo que "a facilidade para piratear o Windows e a vista grossa da Microsoft contribua muito para o cenário" de poucos usuários de Linux. O internauta Antonio José concorda: "Pegar uma cópia pirata do Windows e instalar em seu micro é a saída mais simples." Para ele isso só deve mudar "quando todos, de fato, tiverem que pagar pelo sistema".
Para Ronaldo Luís, a maioria das pessoas resiste a trocar de sistema operacional. "Toda esta questão de mudar e escolhas das pessoas, está profundamente ligada ao nível cultural de cada um de nós", escreveu. "Fazer mudanças de hábitos, não é coisa fácil para ninguém."
Quem muda, porém, pode experimentar algumas vantagens. Alcy Pinheiro, coordenador de Tecnologia da Informação da Procuradoria Geral do Estado do Ceará, escreveu para contar que, através da Central de Licitações, o governo cearense economizou "375 milhões de reais, utilizando além de terminais, servidores 100% Linux". "Portanto, somos testemunhas reais que Linux e software livre são viáveis, geram economia e também colaboram para geração de resultados estratégicos de governos e de negócios."


