Classes mais pobres se informam melhor sobre PCs, diz estudo
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A maior penetração de PCs entre classes menos abastadas tem outra conseqüência direta além do aumento tanto no número de internautas como no de infecções: o conhecimento sobre informática dos mais pobres está crescendo, informa estudo divulgado pela IT Data nessa segunda-feira (15/12).
O aumento no domínio em relação ao assunto tecnologia, principal destaque da pesquisa conduzida entre 800 brasileiros que pretendem comprar um micro nos próximos 6 meses, tem como desdobramento direto o insucesso de políticas de divulgação explorando configurações mais simples.
Em outras palavras, "não adianta mais fabricante tentar vender produto baratinho e simplesinho achando que consumidor comprará" sem pestanejar, afirma Ivair Rodrigues, diretor de estudos da consultoria e responsável pela pesquisa.
"Há um ano e meio, o pessoal ainda estava iniciando e tinha dificuldade em saber o que é exatamente um processador e um HD. Hoje, já dominam assunto e entendem as diferenças entre os produtos", explica, definindo que os consumidores brasileiros mais pobres estão "ficando mais 'chatos'".
O conhecimento maior faz com que consumidores estejam mais dispostos a economizar um pouco mais para comprar equipamentos mais sofisticados invés de apelar para modelos de entrada, como notebooks abaixo dos 2 mil reais ou desktop na faixa dos 800 reais.
O estudo também conclui que, alimentado pelo aumento nas informações, o PC se manteve como principal desejo de compra entre produtos eletrônicos para indivíduos das classes B, C e D - na classe A, os micros aparecem em segundo, atrás das TVs de LCD.


