Menos de 50% dos computadores usados são reaproveitados, revela Gartner

IDG News Service/Estocolmo
26 de novembro - 13h09 - Atualizada em 26 de novembro - 22h41
Estolcomo - Apesar da grande demanda nos países emergentes, apenas 44% dos computadores usados são aproveitados devido a custos de exportação.

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Apenas 44%  dos computadores usados que poderiam ser reutilizados vão para o mercado secundário, apesar da demanda mundial por computadores seminovos seja maior que a oferta, revela um relatório do Gartner divulgado nesta quarta-feira (26/11).

Tarifas de exportação e alto custo de transporte têm restringido as exportações para muitos mercados emergentes. A legislação ambiental também tem tornado a competição mais difícil para os participantes desse mercado que possuem menor volume.

A demanda está crescendo rapidamente no Oriente Médio, África e em alguns mercados emergentes da  região Ásia-Pacífico, especialmente a China. Os maiores exportadores de PCs semi-novos são América do Norte, Europa Ocidental, Japão e Austrália.

Conforme aumenta a pressão dos países em desenvolvimento para adotar computadores usados como uma solução de tecnologia viável para tarefas de computação mais básicas - como navegar na internet para mandar e-mails - a demanda provavelmente só irá crescer, afirma o analista do Gartner, Meike Escherich.

Mas a competição para PCs de segunda mão está crescendo com a queda dos preços dos novos PCs e, claro, os consumidores estão preferindo notebooks com as especificações mais recentes ou os mini-notebooks de baixo custo.

No fim das contas, o negócio é geralmente bom para os revendedores de PCs de segunda mão e não é difícil encontrar um PC remodelado que ofereça oportunidades iguais ou até melhores que novos PCs, completou Escherich.

O sucesso dos revendedores depende de sua capacidade de obter em suas mãos múltiplos PCs da mesma configuração, principalmente oferecidos por empresas de grande e médio porte ou agências governamentais, em vez de lidar com computadores de usuários comuns.

Mikael Ricknäs, editor do IDG News Service, de Estocolmo