Brasileiro envolvido em PC de US$ 12 fala sobre chegada do projeto ao país

Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!
19 de agosto - 07h00 - Atualizada em 15 de março - 13h39
São Paulo – Projeto usa plataforma de 8 bits, como NES, da Nintendo, para levar games e programas educativos a famílias em regiões rurais do 3º mundo.

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Um grupo de pesquisadores do MIT (Massachussets Institute of Technology) parece não ter se intimidado pelo fracasso parcial de Nicholas Negroponte em sua odisséia para entregar laptops de 100 dólares para crianças de países em desenvolvimento.

A Educational Home Computer Initiative prevê transformar sistemas de 8 bits conectados a TVs em terminais que suportam games e aplicativos educacionais.

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O projeto, intitulado $12 TV Computer Project, se beneficia de hardwares vendidos na China e na Índia que oferecem teclado, joysticks, pistola e centenas de programas baseados em cartuchos, tal qual sistemas de games que usam a mesma tecnologia, como o Nes, da Nintendo.

PC_10dolares_300

"O PC de 10 dólares possui o objetivo central de levar conhecimento a comunidades mais afastadas que não possuem acesso a informação básica", explica Miguel Chaves, engenheiro da USP envolvido com o projeto junto a pesquisadores dos EUA, Peru, Canadá e Gana.

"Alguns dos conceitos básicos abordados são: finança familiar, matemática, línguas, história, geografia, dentre outros temas", detalha, afirmando ainda que o projeto prevê a criação de um SDK e análises locais de comunidades para incentivar a produção gratuita de programas em cartuchos.
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A página do projeto explica sua pretensão em explorar a alta penetração de TVs em países em desenvolvimento e admite que a plataforma de 8 bits está muito longe mesmo dos PCs atuais com pior performance.

"No entanto, tenha em mente que milhões de consumidores do primeiro mundo compraram e amaram o Nintento NES há apenas uma década e meia."

O projeto chegará primeiro a povoados em Gana, adianta Miguel, que afirma que existem planos de levar a plataforma para Brasil e Índia em 2009.

"Meios de implantação estão sendo estudados para manter o baixíssimo custo. Os principais caminhos analisados até o momento envolvem importar diretamente da China e da Índia e focar o desenvolvimento de programas no Brasil ou inicializar a fabricação do próprio dispositivo no País", afirma.