Windows RT abandonará arquitetura x86 e terá suporte a chips ARM

John P. Mello Jr.
18/04/2012 - 21h13 - Atualizada em 10/05/2012 - 20h29
Componente está entre os favoritos dos fabricantes de PCs e tablets devido ao baixo consumo de energia e ao tamanho reduzido.

A próxima versão do Windows será diferente de seus antecessores em diversos aspectos, e uma das maiores novidades é que o sistema operacional estará livre das amarras arquitetura x86, que acompanhou a plataforma por anos, de acordo com um post no blog da companhia

Outra grande novidade do novo sistema operacional da Microsoft será o Windows RT – a sigla significa RunTime, uma plataforma de desenvolvimento apresentada ano passado pela companhia de Remond utilizada para criar apps para a interface Metro, que deve ser responsável por toda uma nova geração de aplicativos que utilizam a nuvem, conectividade web e recursos touch. 

Diferentemente da trajetória da Microsoft até agora, o Windows RT terá suporte a processadores baseados em ARM, o favorito entre os fabricantes de celular durante anos por causa do tamanho menor e baixo consumo de energia. Além disso, o componente parece estar na medida certa para a próxima geração de notebooks; apesar de ter que enfrentar como competidores os ultrabooks, a equipe de Redmond parece ter em mente notebooks e tablets com processadores ARM, já que inseriram em dispositivos com Windows RT versões do Office e do OneNote com suporte a telas sensíveis ao toque. Entretanto, os usuários que esperam uma versão do Office para iPad nem devem se animar muito, já que a exclusividade para aparelhos da Microsoft seria uma característica forte para aqueles que procuram um tablet. 

Todavia, há um problema com o Windows RT. Aplicações mais antigas, escritas para chips com arquitetura x86 da Intel, não irão funcionar. Isso pode significar uma grande barreira à adoção da plataforma, especialmente em ambientes corporativos, nos quais aplicativos mais tradicionais são uma marca registrada. Por outro lado, o RT permite a criptografia de todos os dados do dispositivo, o que é particularmente importante no nicho de dispositivos empresariais móveis, que podem ser perdidos ou  mesmo roubados. 

Ao adicionar o RT ao leque do Windows, a Microsoft está enviando uma mensagem importante aos aliados e também aos seus inimigos, afirmando que terá uma posição competitiva importante na chamada “era pós-PC”, na qual o desktop não será mais o centro da computação pessoal. 

PC World/EUA