Três dicas para tornar um app amigável ao usuário

Minda Zetlin
27 de janeiro - 10h00 - Atualizada em 15 de março - 14h20
Um aplicativo bom não significa ser um "canivete suíço" complexo demais; veja os mandamentos do "user-friendly".

Uma interface amigável ao usuário é a regra mais importante de todas se você quiser que colaboradores e usuários externos adotem uma aplicação corporativa. Mas, para falar a verdade, o que torna um aplicativo “user-friendly”? Essa é uma ciência complicada, com livros e pesquisas dedicados exclusivamente a esse assunto; no entanto, se seu app possui algum desses três elementos, isso não é um bom sinal. 

1. Muitos lugares para fazer escolhas, especialmente na mesma tela. “Se você estiver trabalhando com uma tela que possui 40 opções, menus drop-down e outras caixas, não é realmente porque precisa fazer 40 coisas diferentes”, pontuou Brian Fino, diretor da Fino Consulting. “Se estiver desenvolvendo uma interaface simples e bem pensada, com apenas alguns controles discretos, fica mais fácil para utilizar e testar. E, com sorte, a aplicação se torna mais estável”. 

2. Muitas telas. “Existem princípios de desenvolvimento de aplicações que realmente transcendem a questão de empresa ou consumidor”, destacou Bill Clark, analista da Gartner. “Um deles é a ‘regra dos três cliques’. A cada vez que o público precisa clicar em um link ou ser transportado para outra tela, você perde metade dele em termos de atenção e para manter em mente o contexto do que estavam fazendo momentos antes. Depois de três cliques, já perdeu muita gente”. 

3. Funcionalidades demais. Considere a combinação dos primeiros itens. Se você não pode colocar muitas coisas em uma mesma tela e não é recomendável ter telas demais, tudo leva a uma conclusão inevitável: não dá para abraçar o mundo e oferecer conteúdo em excesso. 

E essa é uma boa estratégia, de acordo com Mike Croucher, responsável pela arquitetura de TI da British Airways. “Você não pode tornar essas coisas muito complexas, é preciso realmente pensar sobre a quantidade de informações e opções necessárias para que os usuários executem uma ação. Se as pessoas tiverem que passar por uma transação atrás da outra, fica muito chato. Sendo assim, preste atenção ao valor de cada info colocada na tela” conclui. 

A solução, de acordo com o especialista, é não tentar criar um aplicativo que resolva todos os problemas de todos os usuários. “Nossas aplicações tendem a ser feitas sobre a regra dos 80/20, ou seja: tente desenvolver algo que faça 80% ou 90% do que você precisa muito bem, e ignore o resto”, afirmou Croucher. 

Computerworld/EUA