Orçamento de TI afeta resultados financeiros, diz estudo

CIO/EUA
01 de setembro - 16h36
A falta de transparência nos números cria relatórios financeiros distorcidos e afeta as decisões, diz a Forrester Research.

Por décadas, o trabalho do departamento de TI foi considerado uma verdadeira ‘caixa preta’. Assim, os demais profissionais da empresa tinham pouca ideia do que os funcionários da área de tecnologia faziam durante todo o dia.

Esse mesmo pensamento vale para os orçamentos da área de tecnologia da informação, os quais são pouco compreendidos pelo resto da empresa. Mas, segundo um relatório da Forrester Research, essa postura afeta não só o departamento de TI como os resultados financeiros das organizações como um todo.

O documento da Forrester, intitulado From Black Box to Glass Box: Case Studies in IT Financial Transparency  (Da Caixa Preta para a Caixa de Vidro: Estudos de Caso sobre Transparência Financeira em TI, em tradução livre para o português), aponta que as organizações precisam rever a maneira como controlam os orçamentos da área de tecnologia.

“Nas empresas bem-sucedidas, os departamentos de TI fizeram a transição, deixando a posição de gerenciadores dos ativos de tecnologia para se transformarem em provedores de serviços internos”, escreve o analista responsável pelo estudo, Craig Symons. Essa mudança, segundo ele, exige que o CIO e sua equipe criem serviços voltados ao negócio, ofereçam isso para o resto da organização a partir de um catálogo e passem a cobrar pelo trabalho executado às diversas áreas de negócio.

Para os executivos não ligados à TI, a frustração com a falta de transparência da área de tecnologia ficou mais evidente em 2009, analisa Symons. Ele relata que as empresas passaram a questionar a fatia do orçamento destinada ao setor e de que forma esse valor trouxe resultados para a organização.

"Os gastos de TI são, na maior parte dos casos, divididos por categorias que, de forma geral, refletem como os ativos são adquiridos e pagos, mas dificilmente mostram como são usados", escreve o analista. Na prática, ele detalha que enquanto o departamento de tecnologia adquire servidores, discos de armazenamento e licenças de software, os usuários consomem serviços como e-mail, suporte, acesso à internet, hospedagem, entre outros.

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