Integração é obstáculo para projetos de computação em nuvem
Um número crescente de empresas estuda a adoção da computação em nuvem (cloud computing), por conta da possibilidade de redução de custos e mais flexibilidade na gestão do ambiente de TI. No caso do setor de varejo, por exemplo, muitas corporações aderem ao modelo como uma alternativa para obter capacidade extra de processamento para as transações nas épocas de pico das vendas. Já o segmento de serviços financeiros tem contratado a infraestrutura na nuvem para testar o desenvolvimento de novos sistemas, a custo reduzido.
À medida que a computação em nuvem evolui, no entanto, as empresas se deparam com questões pouco exploradas, como a necessidade de integrar os diferentes ambientes de TI. Isso porque, as perspectivas são de que as corporações atuem, cada vez mais, com modelos híbridos, nos quais sistemas instalados no data center da companhia conversem com fornecedores terceirizados e com provedores de cloud computing. "O que faz da integração o aspecto mais importante da nuvem", afirma a presidente da consultoria Hurwitz and Associates e autora do livro Cloud Computing for Dummies, Judith Hurwitz.
Até o momento, no entanto, não existem padrões para a integração de sistemas de computação em nuvem. O XML talvez seja a maneira mais simples de mover dados de um ambiente baseado na web para outro. Mas muitos CIOs que começam a se aventurar em cloud computing terão de interligar sistemas na internet com outros que não estão online, fazendo um mix de ambientes locais e na nuvem. O que representa um desafio equivalente aos esforços empreendidos, há cerca de uma década, para conectar o legado a aplicativos web.
Os veteranos daqueles tempos e os responsáveis pelas recentes implementações de software como serviço (SaaS) têm uma ideia dos desafios de integração que serão trazidos com cloud computing. Entre eles, fazer experiências com diferentes APIs (Application Programming Interface ou interface de programação de aplicações); não ficar refém das interfaces proprietárias de um único fornecedor de nuvem; e testar essas soluções exaustivamente.
"Além disso, os fornecedores que estão se destacando como grandes players Amazon e Google, por exemplo não possuem a experiência necessária para atender clientes corporativos", explica Judith Hurwitz.
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