Redução de custos não deve ser foco do cloud computing, diz expert

CIO/EUA
03 de agosto - 15h13 - Atualizada em 15 de março - 12h07
Para especialista do Gartner, boa parte dos departamentos de TI erra quando olha para a nuvem como uma forma apenas de gerar economia.

As discussões sobre cloud computing (computação em nuvem) e o interesse dos executivos de TI em saber mais sobre o tema crescem a cada dia. Contudo, esse modelo representa uma realidade apenas para uma pequena parcela das empresas e ainda divide opiniões.

Diversos estudos sobre computação em nuvem deixam claro a sensação de que, na prática, muito pouco ainda tem sido investido pelas empresas. Um exemplo é o relatório da fornecedora de soluções baseadas em cloud computing Savvis, realizado a partir de pesquisas com 600 decisores de TI. O levantamento mostra que 68% dos executivos acreditam que o modelo poderia ajudar a amenizar os efeitos da crise econômica e 15% acreditam que a solução permitiria uma redução nos custos com tecnologia. Contudo, 70% dos entrevistados só esperam aderir à nuvem em um prazo de dois anos.

Entre os argumentos para não adotar imediatamente a computação em nuvem, 76% dos executivos afirmam que esse modelo dificulta o acesso ao ambiente e, por consequência, não permite a rápida implementação de projetos inovadores.

Para o analista da consultoria Gartner Mark McDonald, quando se analisa a adoção de cloud computing, o mercado está dividido em três grandes grupos de perfis de departamentos de TI: ricos, pobres e medianos.

No caso dos ricos, que concentram cerca de 22% das empresas, eles têm um orçamento maior mas, o mais importante, apresentam uma área melhor estruturada. Assim, investem pesado na modernização, bem como em iniciativas inovadoras. E quando olham o cloud computing, enxergam mais do que um simples corte de custos. Eles enxergam esse modelo como uma forma de desenvolver novos aplicativos e oferecer um valor estratégico às unidades de negócio.

Já os pobres, que correspondem à metade das organizações, em contraste, não tem um orçamento e um foco orientado a reduzir custos. Em outras palavras, estão mais preocupados em uma gestão eficiente do que em buscar inovações. Para McDonald, o cenário pode não ser agradável para esse tipo de departamento de TI, que tende a tornar-se irrelevante para o resto da companhia e deve perder cada vez mais o espaço dentro do atual cenário de negócios.

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