OLPC: governo diz que fabricação nacional do servidor não é confirmada
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Representantes do Governo Federal confirmaram que a produção nacional do servidor desenvolvido pela organização One Laptop per Child (OLPC) para integrar seu projeto educacional ainda não é confirmada.
O servidor, que teve suas configurações primárias divulgadas há duas semanas no site da OLPC, ajudará a coordenar e gerenciar o uso pedagógico dos notebooks XO, conhecidos como "laptop de 100 dólares", dentro da sala de aula.
Segundo a Assessoria Especial da Presidência, órgão responsável pelos estudos de viabilidade do projeto pedagógico pelo país, a OLPC ainda não confirmou com o governo a fabricação dos servidores.
Em novembro, o fundador e presidente da OLPC veio ao Brasil entregar o primeiro notebook XO fabricado para o presidente Lula e revelou que os servidores seriam fabricados no Brasil como forma de "agradecer o comprometimento" do governo brasileiro com o projeto.
Na ocasião, Negroponte chegou até a citar as empresas nacionais Positivo e Semp Toshiba como duas prováveis candidatas a disputar a licitação que a OLPC abriria no país.
O Governo Federal avalia que Negroponte se comprometeu para que o Brasil diminuísse sua insistência em produzir os notebooks localmente, além dos servidores.
Atualmente, a responsável pela fabricação dos XOs é a taiwanesa Quanta, que confirmou ter recebido a primeira encomenda de 1 milhão de portáteis em na segunda semana de fevereiro.
Responsável pela OLPC no Brasil, o pesquisador David Cavallo admite que houve atrasos no processo de fabricação do servidor no país por "modificações no design" do aparelho.
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"A principal questão é que o atraso se deve ao novo design (do servidor), mas o compromisso em fabricar no Brasil continua firme", avisa em entrevista exclusiva para o IDG Now! por e-mail.
"Imagino que a única chance que decidiríamos não construir servidores no Brasil é se o país decidir não participar da OLPC", continua.
Cavallo afirma que o planejamento do OLPC quanto à questão obedece ao "quanto antes, melhor" e adianta que espera que a licitação seja aberta para empresas nacionais no próximo mês.
Atualmente, o governo já definiu os nomes de três escolas que receberão notebooks para testes que o Ministério da Educação conduzirá durante o primeiro semestre para avaliar o uso pedagógico de portáteis.
O anúncio sobre a definição da plataforma a ser adotada pelo governo - além do XO, concorrem ClassMate PC, da Intel, e Mobilis, da Encore - estava prometido originalmente para abril, mas o governo já admite que o prazo deverá ser passado.
As especificações técnicas ainda básicas do servidor apontam suporte redes 802.11g, portas USB para discos externos rígidos, case reforçado para evitar danos por poeira e água e sistema de localização dos notebooks conectados.


