Administração de Munique retoma migração para plataforma em Linux

Matthew Broersma, para o IDG Now!*
04 de julho - 19h00 - Atualizada em 15 de março - 14h01
Londres - Após pausas para testes de aplicativos, projeto LiMux é reiniciado na cidade alemã e prevê primeiros testes oficiais em setembro.

A cidade de Munique vem insistindo em seu caminho para a migração massiva para a plataforma Linux, mesmo frente às alegações do Senado Alemão de que o projeto parece ter falhado antes mesmo de sair do chão.

Pelo projeto LiMux, iniciado em 2004, Munique está migrando 14 mil desktops do sistema Windows para uma distribuição de Linux rodando muitos outros softwares de código livre.

No entanto, há duas semanas, um diretor de TI do Governo da Alemanha falou ao Senado que a migração sofreu uma pausa, citando uma fonte interna familiar com o projeto.

Peter Hofmann, diretor do projeto LiMux, no entanto, alega outras razões para a pausa. O protótipo do sistema operacional dos clientes do projeto foi apresentado ao público no final de maio, e a cidade está no meio dos testes dos aplicativos com 100 usuários, disse Hofmann à organização de mídia alemã Heise na última semana.

"Software de código livre em ambientes corporativos é uma realidade em Munique", disse Hofmann.

O prefeito da cidade Christian Ude e a deputada Christine Strobl estão entre os participantes dos testes. Enquanto isto, a maior parte dos usuários da administração da cidade está usando programas de código livre para internet, gerenciamento de e-mail e edição de imagens, mesmo que o sistema Windows ainda seja uma plataforma muito confiável, segundo Hofmann.

Ele disse que a administração pretende migrar usuários para plataformas neutras, assim como serviços online quando possível, para facilitar a transição para a plataforma LiMux. Sistemas como o registro de licenças municipais já foram transferidos para aplicações online.

A administração de Munique disse que a plataforma LiMux terá seus testes iniciados no terceiro trimestre, com a expansão do projeto pelos próximos dois anos.

Em 2004, a administração suspendeu temporariamente o LiMux por medo de que a legislação de patente pudesse expor usuários de código livre em novas obrigações legais.

Hofmann também admitiu que, uma vez que o processo recomeçou, houve poucos atrasos, já que foram poucas as dificuldades em avaliar as diversas ofertas para desenvolvimento e manutenção da plataforma.