Publicidade

01 de julho de 2009
Colunistas

Sem Fios

André Caramuru é consultor e um dos pioneiros em tecnologias móveis no Brasil

Publicada em 14 de janeiro de 2008 às 07h00

O marketing se move

Novas tecnologias não são apenas novas formas de se divulgar velhos conteúdos. Por André Caramuru Aubert

O marketing e a publicidade viveram uma vida boa até pouco tempo atrás. Seguiam poucas e imutáveis fórmulas e as coisas estavam em paz. Passaram décadas anunciando em jornais, revistas e cartazes de rua. Patrocinavam eventos esportivos e culturais, faziam ações promocionais aqui e ali, e tudo dava certo. Quando surgia uma nova tecnologia, como o rádio e a TV, a velocidade de adoção pelas massas era lenta o suficiente para que eles se adaptassem sem traumas.

A partir da década de 1990, a internet, e dez anos depois, os celulares, mudaram tudo. Não houve alteração, num primeiro momento, na realidade, no dia-a-dia. Era o conceito que estava sendo revolucionado, só que poucos profissionais de mídia perceberam isso de cara.

Todas as mídias anteriores eram iguais num ponto: elas funcionavam como broadcast, ou seja, um único emissor falava para muitos receptores. Interatividade era pesquisa de opinião, ou ligar na rádio pra pedir uma música. A internet e os celulares representam a possibilidade do multicast, ou seja, de um ou muitos emissores falando para um ou muitos receptores, com interatividade permanente. Tanto a Rede Globo quanto o YouTube passam vídeos, mas eles têm entre si mais diferenças do que semelhanças.

Com tudo isso acontecendo, tem muita gente que ainda pensa que publicidade na web é banner, e no celular é promoção via SMS...

As novas tecnologias não são apenas novas formas de se divulgar velhos conteúdos, elas estão provocando mudanças de hábitos nos mais diversos segmentos, gerações e grupos culturais, e é isso que deve ser levado em conta. Mas as revoluções sempre seguem em frente, mesmo deixando alguns mortos e feridos pelo caminho. E, decididamente, também há quem já tenha, ou esteja perto, de encontrar o rumo.

Uma pesquisa recente da Forrester Research nos Estados Unidos, por exemplo, mostrou que os hispânicos são muito mais propensos do que outros grupos étnicos, a comprar celulares com câmera (65% contra 48%), vídeo (41% a 17%), música (42% a 15%) e acesso à internet (57% a 39%). Nem todo mundo é igual, e isso precisa ser levado em conta.

Uma outra informação, que completa esta de maneira curiosa, divulgada pela AdAge, mostra que os marqueteiros “multiculturais” no Estados Unidos estão muito mais propensos a se utilizar das novas mídias móveis do que os marqueteiros tradicionais, porque já perceberam que a resposta das “minorias” às ações de marketing segmentadas são muito mais elevadas.

Já na Inglaterra, a opinião de 41% dos publicitários entrevistados pelo Internet Advertising Bureau é de que, em 2010, a publicidade móvel estará entre as principais ações dos anunciantes. O principal motivo, segundo eles, é a facilidade de se criar ações segmentadas e personalizadas.

Enfim, vejamos o que acontecerá daqui para a frente. Por enquanto, ainda há muito a ser tentado e inventado, e nem mesmo os papéis de cada um dos players (operadoras, grupos de mídia tradicionais, portais de conteúdos, anunciantes, agências, usuários etc.) está claramente definido. A única e grande certeza é que a reinvenção é necessária e as velhas fórmulas estão condenadas.

André Caramuru Aubert, um dos pioneiros em tecnologias móveis no Brasil, é consultor. E-mail: andre@magically.com.br

Todos os textos de "Sem Fios"
Top5MAIS LIDAS
DO DIA
IDG Now! Widget

Baixe o Now! Reader e confira em seu desktop as últimas notícias, álbuns e outros conteúdos do IDG Now!

IDG Now! Reader
Enquete
A multa contra a venda do Speedy melhora o serviço?
 Sim. Telefônica terá de resolver instabilidade
 Não. Cliente atual continua sem garantia
 Sim. Decisão da Anatel pressiona mercado
 Não. Usuário fica sem opção de banda larga
Speedy interrompido

Speedy interrompido

Telefônica atende decisão da Anatel e para de vender serviço por tempo indeterminado.

Rádio e satélite

Rádio e satélite

Conheça alternativas de banda larga para regiões aonde o ADSL e cabo não vão.

TI Verde

TI Verde

Saiba tudo sobre gadgets ecológicos e consumo consciente de eletrônicos.

anterior   próxima
Galeria de fotoscarregando...