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09 de julho de 2009
Colunistas

Primeira Chamada

Eduardo Tude e sócio e presidente da consultoria Teleco

Publicada em 09 de junho de 2009 às 18h12

Vale ter um telefone fixo?

Consumidor deve avaliar se ainda vale a pena ter um telefone fixo em casa. Por Eduardo Tude

Há cerca de 10 anos ter um telefone fixo em casa era um sonho de boa parte da população. Uma linha telefônica custava aproximadamente mil dólares e aparecia como bem na declaração de imposto de renda. Hoje o telefone fixo está disponível em um prazo máximo de 7 dias em qualquer localidade com mais 300 habitantes. 

O crescimento do celular e o compromisso com o pagamento de um valor mensal de cerca de 40 reais (assinatura) tem, no entanto, levantado a questão de até que ponto ainda vale à pena ter um telefone fixo em casa. Para agravar  a questão, o serviço ainda está sujeito a panes como a ocorrida nesta terça-feira (09/06) com usuários da Telefônica.

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A grande vantagem do telefone fixo está nas chamadas locais (Fixo-Fixo) que custam cerca de 10 centavos por minuto.  No plano básico a assinatura inclui uma franquia de 200 minutos.

Manter o telefone fixo ainda pode ser uma boa opção se você utiliza mais de 200 minutos por mês em chamadas locais fixo-fixo. Lembre-se, no entanto, que nem sempre utilizar o telefone fixo para fazer uma chamada para um celular é a melhor opção. Uma chamada de fixo para celular custa, em média, 76 centavos por minuto. Você pode encontrar preços melhores para chamadas de celular para celular, principalmente entre celulares de uma mesma operadora.

Outro motivo para manter o telefone fixo pode ser o fato de você utilizar a banda larga (ADSL) da concessionária de telefonia fixa (Oi, BrT, Telefônica, CTBC ou Sercomtel). Estas operadoras não fornecem banda larga para quem não possui um telefone fixo. Neste caso, pode ser interessante verificar se outras operadoras de banda larga estão disponíveis no seu endereço. 

Uma alternativa para quem mora em uma grande cidade onde existe competição na telefonia fixa é utilizar a portabilidade e migrar para uma empresa autorizada como a Embratel (Livre ou Netfone) ou a GVT.  No final de 2008, as empresas autorizadas já respondiam por 15,9% dos telefones fixos em serviço do Brasil.

Se você não se enquadra em nenhuma das alternativas e possui um telefone fixo, pode ser a hora de avaliar se ainda é uma boa alternativa mantê-lo. Utilizar apenas o celular, ou ter um celular como o telefone de casa por ser uma solução melhor.

Eduardo Tude é Engenheiro de Telecomunicações há mais de 25 anos, tendo ocupado posições de Direção em várias empresas do setor. Atualmente é sócio e presidente da Teleco (www.teleco.com.br). Na coluna o especialista aborda as novidades do mercado de telecomunicações no Brasil. E-mail: etude@teleco.com.br

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