Risco de "caladão" será afastado se País diminuir gargalos nos investimentos
Por Agência Brasil/Mariana Jungmann
Publicada em 30 de novembro de 2009 às 09h35
Atualizada em 30 de novembro de 2009 às 12h47
Opinião é da associação GSMA, que defende que o governo federal conceda suas linhas de transmissão de banda larga.
O setor de telecomunicações do Brasil não corre risco de um possível “caladão”, mas a falta de incentivos pode comprometer investimentos futuros, especialmente em banda larga. Essa é a opinião do vice-presidente de políticas públicas da GSMA, Ricardo Tavares. A GSMA é uma associação global de telefonia móvel.
De acordo com ele, o que precisa ser discutido é o ambiente para investimentos nos próximos anos. “Hoje não existe risco de 'caladão'. Mas corremos o risco de ter um 'caladão' de banda larga”, afirma Tavares.
Investimentos
Os investimentos em telefonia e banda larga móveis são altos no País. Juntos, os setores já ultrapassaram a marca dos 75 milhões de acessos. Só em internet de terceira geração (3G),
existem oito milhões de usuários no país.
O problema está no crescimento exponencial da demanda. A expectativa, segundo Tavares, é de que em 2015 sejam 70 milhões de pessoas usando banda larga móvel. Só no último mês de outubro, o mercado de celulares e internet móvel cresceu mais de 20%.
“As operadoras brasileiras investem mais que suas parceiras no Bric (grupo formado pelo Brasil, pela Rússia, Índia e China) e na Europa. O problema é que, para avançar, os investimentos têm que continuar altos durante muito tempo. Não temos o ambiente propício para isso”, explicou o vice-presidente da GSMA.
Insegurança
De acordo com ele, alguns problemas geram um ambiente de insegurança para os investidores do setor, entre eles a alta carga tributária e elevadas taxas de importação de equipamentos.
Além disso, algumas questões técnicas como a baixa oferta de backhall – rede de fibra ótica responsável pela velocidade de internet em uma vizinhança – também são gargalos que precisam ser resolvidos porque encarecem os investimentos e diminuem a qualidade do serviço prestado.
Em meio a essas questões, Tavares afirma que a ideia de criar um Plano Nacional de Banda Larga é um passo importante. “Nós estamos entrando num ciclo em que para ter o direito de ser cidadão no século 21, além de alimentação e saúde, será necessário também ter acesso à educação e à banda larga”, avaliou Tavares.
Poder público
Na opinião dele, o papel do governo federal deve ser o de facilitar essas questões cedendo, por exemplo, suas linhas de transmissão. “Se o governo utilizar sua infraestrutura para ser um dos fornecedores de backhall, aí é válido. Mas entrar na disputa pelo consumidor final irá distorcer completamente o mercado. Vai criar um risco maior para os investidores em vez de favorecer a ampliação dos investimentos”, avalia.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- DIGG
Agora no Twitter
CONTEÚDO RELACIONADO:
IDG NOW! BUSCA:
Links patrocinados
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO IDG NOW!:
- Senador dos EUA quer informações sobre empresas de tecnologia na China
- Melhorado, Google Search inclui mais serviços de busca no Gmail
- Campus Party: o balanço oficial de 2010 e a saída de Marcelo Branco
- WordPress para Android permite atualizar blog a partir do smartphone
- Apple libera iPhone 3.1.3
- Por 'precaução', Twitter força usuários a mudar senhas de acesso


Receba notícias do IDG Now! no celular
Problemas do Nexus One
Dificuldades relacionadas ao novo smartphone demonstram que Google não revolucionou.
Links patrocinados


CIO Focus
CIO Global Summit - Liderança Sustentável
Digital Age 2.0 - Ideias para um mundo em transformação




