Mudanças no Kindle refletem padronização global no mercado móvel
Por IDG News Service
Publicada em 27 de outubro de 2009 às 15h24
Fim do acordo entre Sprint e Amazon para downloads no Kindle mostra potencial de novas receitas que parcerias entre operadora e fabricante podem ter.
O fim do acordo de inovação que a Amazon tinha com a operadora norte-americana Sprint Nextel para viabilizar a compra móvel de livros no leitor eletrônico Kindle aponta para o poder do alto volume e o papel crescente da padronização global da indústria móvel.
Quando foi lançado em 2007, o Kindle incluía a capacidade de baixar livros, jornais e revistas pela rede EV-DO da Sprint.
O custo para usar a rede era incluído no preço do conteúdo, para que os consumidores pudessem aproveitar da rede 3G sem se preocupar com a escolha da operadora ou de contratos de dados mensais.
Executivos da indústria móvel dos Estados Unidos apontaram para o acordo como uma indicação do futuro no qual as operadoras ganhariam novas fontes de receitas e fabricantes de aparelhos encontrariam novas rotas até os consumidores.
Sprint foi uma escolha natural para Amazon, já que liderou o setor de redes virtuais móveis (conhecidas tecnicamente pela sigla MVNO) por anos, permitindo que empresas como Samsung e The Walt Disney comprassem capacidade em suas redes e oferecessem seus próprios serviços móveis.
Ainda que muitos desses serviços não tenham dado certo, a Sprint adquiriu experiência em abrir sua rede para novos usuários.
No entanto, outras companhias começaram logo a explorar novas maneiras de utilizar a sua infra-estrutura.
Simultaneamente à entrada do Google no leilão do espectro de 700 MHz, promovido pela Comissão Federal de Comunicações (da sigla em inglês FCC), exigindo que partes das frequências fossem abertas a todos os aparelhos, a operadora Verizon Wireless afirmou que abriria parte da sua rede.
Tanto a Verizon como a AT&T, junto à Sprint, mais tarde reconheceram a importância de serviços “máquina para máquina”, que extrapolam o uso por parte dos consumidores para ligações ou navegação online.
No início deste mês, procurando expandir o fenômeno do Kindle registrado nos Estado Unidos, a Amazon anunciou que passará a vender o aparelho fora do país.
De olho na maior parte das redes móveis e potenciais operadoras parceiras em todo o mundo, a empresa lançou uma nova versão que usa a tecnologia HSPA, uma forma de 3G baseada na tecnologia GSM.
A AT & T, operadora que mais usa a tecnologia HSPA nos EUA, fornecerá o download dos livros no novo dispositivo. A rede EV-DO da Sprint será utilizada apenas para o Kindle DX, um modelo maior e mais caro que ainda é vendido somente nos EUA. Os proprietários do dispositivo original ainda têm acesso à rede da Sprint.
O golpe financeiro da Sprint pode não ser muito grande, já que a empresa ainda está fornecendo indiretamente banda para os usuários do antigo dispositivo. A jogada lógica da AT&T pode ser um sinal do que está por vir para os proponentes de sistemas móveis além dos dominantes.
No ano passado, a GSM Association afirmou que haviam mais de 3 bilhões de conexões GSM no mundo. Na metade de 2009, existiam mais de 500 milhões de assinantes CDMA do mundo."A perspectiva de longo prazo para CDMA para estes tipos de soluções é bastante cinzenta", disse o analista do Yankee Group, Phil Marshall.
A Sprint deverá enfrentar um desafio semelhante com a próxima geração de tecnologias móveis, enquanto começa a lançar pacotes de acesso baseados na tecnologia WiMax por meio da Clearwire.
Simultaneamente, AT&T, Verizon e outras operadoras pelo mundo se preparam para a tecnologia LTE, segundo Marshall. A LTE é apoiada pela GSM Association, o mesmo grupo por trás do GSM e do HSPA.
Pode, ainda, existir espaço para sistemas de aplicações menos utilizados para contratos business-to-business, tais como monitoramento e leitura de medidores, pois os dispositivos envolvidos dependem menos do alto volume e baixo preço, acrescenta.
No entanto, pelo menos em um quesito operadoras estão em desvantagem em relação a “aparelhos conectados” como o Kindle. Uma vez que os consumidores não têm uma relação direta com a operadora, os fornecedores do aparelho ou do conteúdo podem alternar o serviço utilizado sem medo de alienar seus usuários.
Marshall não acha que os compradores do novo Kindle serão prejudicados pelo uso da rede AT&T, que tem sido criticada por não acompanhar a crescente demanda de dados do iPhone. Ao lançar redes HSPA com velocidade de 7.2 Mbps, a AT&T cobrirá lacunas em relação às redes EV-DO e terá uma migração gradual mais tranqüila para o LTE em 2011, disse.
A Sprint ficou desapontada com a mudança da Amazon para a AT&T, mas vê um crescimento rápido e grande demanda à frente em todos os tipos de serviços M2M em todas as redes, afirmou o vice-presidente de soluções emergentes da operadora, Wayne Ward.
As redes da Sprint, por exemplo, serão usadas pelo GPS Little Buddy Child Tracker, lançado recentemente pela Best Buy sob sua marca Insígnia.
Otimista em relação ao WiMax, Ward afirma que existem cerca de 500 implementações comerciais da tecnologia em curso em 130 países. Os primeiros serviços comerciais de LTE estão previstos para o próximo ano.
Ainda assim, um setor com rápido crescimento pode ser cheio de incertezas, como foi demonstrado pela troca da Amazon. "Só porque você tem novas idéias não significa que você será o beneficiado em longo prazo", disse Marshall.
Quando foi lançado em 2007, o Kindle incluía a capacidade de baixar livros, jornais e revistas pela rede EV-DO da Sprint.
O custo para usar a rede era incluído no preço do conteúdo, para que os consumidores pudessem aproveitar da rede 3G sem se preocupar com a escolha da operadora ou de contratos de dados mensais.
Executivos da indústria móvel dos Estados Unidos apontaram para o acordo como uma indicação do futuro no qual as operadoras ganhariam novas fontes de receitas e fabricantes de aparelhos encontrariam novas rotas até os consumidores.
Sprint foi uma escolha natural para Amazon, já que liderou o setor de redes virtuais móveis (conhecidas tecnicamente pela sigla MVNO) por anos, permitindo que empresas como Samsung e The Walt Disney comprassem capacidade em suas redes e oferecessem seus próprios serviços móveis.
Ainda que muitos desses serviços não tenham dado certo, a Sprint adquiriu experiência em abrir sua rede para novos usuários.
No entanto, outras companhias começaram logo a explorar novas maneiras de utilizar a sua infra-estrutura.
Simultaneamente à entrada do Google no leilão do espectro de 700 MHz, promovido pela Comissão Federal de Comunicações (da sigla em inglês FCC), exigindo que partes das frequências fossem abertas a todos os aparelhos, a operadora Verizon Wireless afirmou que abriria parte da sua rede.
Tanto a Verizon como a AT&T, junto à Sprint, mais tarde reconheceram a importância de serviços “máquina para máquina”, que extrapolam o uso por parte dos consumidores para ligações ou navegação online.
No início deste mês, procurando expandir o fenômeno do Kindle registrado nos Estado Unidos, a Amazon anunciou que passará a vender o aparelho fora do país.
De olho na maior parte das redes móveis e potenciais operadoras parceiras em todo o mundo, a empresa lançou uma nova versão que usa a tecnologia HSPA, uma forma de 3G baseada na tecnologia GSM.
A AT & T, operadora que mais usa a tecnologia HSPA nos EUA, fornecerá o download dos livros no novo dispositivo. A rede EV-DO da Sprint será utilizada apenas para o Kindle DX, um modelo maior e mais caro que ainda é vendido somente nos EUA. Os proprietários do dispositivo original ainda têm acesso à rede da Sprint.
O golpe financeiro da Sprint pode não ser muito grande, já que a empresa ainda está fornecendo indiretamente banda para os usuários do antigo dispositivo. A jogada lógica da AT&T pode ser um sinal do que está por vir para os proponentes de sistemas móveis além dos dominantes.
No ano passado, a GSM Association afirmou que haviam mais de 3 bilhões de conexões GSM no mundo. Na metade de 2009, existiam mais de 500 milhões de assinantes CDMA do mundo."A perspectiva de longo prazo para CDMA para estes tipos de soluções é bastante cinzenta", disse o analista do Yankee Group, Phil Marshall.
A Sprint deverá enfrentar um desafio semelhante com a próxima geração de tecnologias móveis, enquanto começa a lançar pacotes de acesso baseados na tecnologia WiMax por meio da Clearwire.
Simultaneamente, AT&T, Verizon e outras operadoras pelo mundo se preparam para a tecnologia LTE, segundo Marshall. A LTE é apoiada pela GSM Association, o mesmo grupo por trás do GSM e do HSPA.
Pode, ainda, existir espaço para sistemas de aplicações menos utilizados para contratos business-to-business, tais como monitoramento e leitura de medidores, pois os dispositivos envolvidos dependem menos do alto volume e baixo preço, acrescenta.
No entanto, pelo menos em um quesito operadoras estão em desvantagem em relação a “aparelhos conectados” como o Kindle. Uma vez que os consumidores não têm uma relação direta com a operadora, os fornecedores do aparelho ou do conteúdo podem alternar o serviço utilizado sem medo de alienar seus usuários.
Marshall não acha que os compradores do novo Kindle serão prejudicados pelo uso da rede AT&T, que tem sido criticada por não acompanhar a crescente demanda de dados do iPhone. Ao lançar redes HSPA com velocidade de 7.2 Mbps, a AT&T cobrirá lacunas em relação às redes EV-DO e terá uma migração gradual mais tranqüila para o LTE em 2011, disse.
A Sprint ficou desapontada com a mudança da Amazon para a AT&T, mas vê um crescimento rápido e grande demanda à frente em todos os tipos de serviços M2M em todas as redes, afirmou o vice-presidente de soluções emergentes da operadora, Wayne Ward.
As redes da Sprint, por exemplo, serão usadas pelo GPS Little Buddy Child Tracker, lançado recentemente pela Best Buy sob sua marca Insígnia.
Otimista em relação ao WiMax, Ward afirma que existem cerca de 500 implementações comerciais da tecnologia em curso em 130 países. Os primeiros serviços comerciais de LTE estão previstos para o próximo ano.
Ainda assim, um setor com rápido crescimento pode ser cheio de incertezas, como foi demonstrado pela troca da Amazon. "Só porque você tem novas idéias não significa que você será o beneficiado em longo prazo", disse Marshall.
(Stephen Lawson)
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