Telefônica: audiência pública da Câmara discutirá falhas em serviços
Por Redação do COMPUTERWORLD
Publicada em 03 de julho de 2009 às 19h05
Atualizada em 03 de julho de 2009 às 19h06
Brasília - Presidentes da Telefônica e do Procon-SP estarão presentes no encontro, que está marcado para terça-feira (7/7).
A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara vai realizar, na próxima terça-feira (7/7), às 14h30, em Brasília (DF), audiência pública para discutir os problemas que levaram às panes ocorridas na rede da Telefônica recentemente, tanto do Speedy, serviço de acesso à internet em banda larga, quanto da telefonia fixa.
Entre os convidados que já confirmaram presença, estão o presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente; o diretor-executivo da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP), Roberto Pfeiffer; o superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Jarbas Valente; o ouvidor da Anatel, Nilberto Miranda; e o presidente do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Hélio Graciosa. A audiência pública foi solicitada pelo deputado Julio Semeghini (PSDB-SP).
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Nesta quinta-feira (2/7), o Speedy apresentou problemas de conexão mais uma vez. A nova instabilidade se deu cerca de uma semana após a Telefônica ter anunciado a antecipação de investimentos para solucionar os inúmeros problemas que o Speedy vem enfrentando no último ano. De acordo com a operadora, a soma aplicada nos próximos meses chegaria a 70 milhões de reais.
A informação é uma tentativa da empresa de retomar as vendas do serviço, proibidas desde 23/6 pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), por tempo indeterminado, devido aos problemas que o Speedy vem apresentando.
A mais séria das falhas aconteceu em julho de 2008, quando os clientes da empresa ficaram por 36 horas sem o Speedy. Na ocasião, um problema no roteador, equipamento que faz o controle do tráfego da internet, em Sorocaba, interior de SP, foi apontado pela empresa como o responsável pela pane.
Em abril, o serviço de banda larga da Telefônica ficou instável por quase uma semana. A empresa apontou ataque de crackers como o motivo para a instabilidade do Speedy.
No começo de junho de 2009, foi a vez da telefonia fixa enfrentar problemas, deixando mudos telefones de várias regiões do Estado de São Paulo por 14 horas. Desta vez, a Telefônica culpou um prestador de serviço, que cometeu uma falha humana, de acordo com comunicado distribuído pela operadora.
Uma reportagem da COMPUTERWORLD, que ouviu especialistas e ex-funcionários do alto escalão da operadora, aponta que a excessiva terceirização de serviços e a falta de investimentos estão na raiz dos problemas enfrentados pela companhia.
Em junho, nova instabilidade afetou os usuários do Speedy. A Telefônica disse que os problemas eram localizados e não afetavam vários clientes do serviço.
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