Venda do Speedy será suspensa pela Anatel
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 19 de junho de 2009 às 23h59
Atualizada em 23 de junho de 2009 às 18h46
São Paulo - Telefônica não poderá habilitar novas assinaturas de banda larga até demonstrar ter tomado medidas para regularizar serviço.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai proibir a partir próxima semana que a Telefônica venda novas assinaturas de seu serviço de banda larga Speedy, informam reportagens da Folha Online e do Estadão, citando fontes da agência que regula o setor.
A medida é uma punição para as recentes interrupções dos serviços de banda larga e de telefonia fixa e tem caráter cautelar. Ela será publicada no “Diário Oficial da União”, na segunda-feira (22/6), diz a reportagem da Folha Online.
Mais sobre venda do Speedy:
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Segundo uma fonte citada pelo Estadão, a operadora de telefonia só poderá retomar a venda de assinaturas do Speedy assim que demonstrar ter tomado as medidas necessárias para regularizar o serviço.
Caso descumpra a determinação, a Telefônica terá de pagar multa de 15 milhões de reais, mais mil reais para cada assinatura habilitada do Speedy, revelam as reportagens dos dois veículos de comunicação.
Procurada pela reportagem do Estadão, a Telefônica informou por meio de sua assessoria de imprensa que não tomou conhecimento da decisão.
A Telefônica enfrentou várias panes em seus serviços de banda larga e de telefonia fixa nos últimos 12 meses. A mais séria delas aconteceu em julho de 2008, quando os clientes da empresa ficaram por 36 horas sem o Speedy.
Leia também:
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Na ocasião, um problema no roteador, equipamento que faz o controle do tráfego da internet, em Sorocaba, interior de SP, foi apontado pela empresa como o responsável pela pane.
Em abril, o serviço de banda larga da Telefônica ficou instável por quase uma semana. A empresa apontou ataque de crackers como o motivo para a instabilidade do Speedy
No começou de junho de 2009, foi a vez da telefonia fixa enfrentar problemas, deixando mudos telefones de várias regiões do Estado de S. Paulo por 14 horas.
Dessa vez, a Telefônica culpou um prestador de serviço, que cometeu uma falha humana, de acordo com comunicado distribuído pela operadora.
Uma reportagem do Computerworld, que ouviu especialistas e ex-funcionários do alto escalão da operadora, aponta que a excessiva terceirização e a falta de investimentos estão na raiz dos problemas enfrentados pela operadora.
Nesta semana, nova instabilidade afetou os usuários do Speedy. A Telefônica disse que os problemas eram localizados e não afetavam vários clientes do serviço.
A Telefônica é a segunda maior operadora de banda larga do País, com 2,657 milhões de assinantes em março, segundo a consultoria Teleco, com um crescimento de 22,6% em 12 meses, cita a reportagem do Estadão.
Em primeiro lugar, está a Oi, com 3,938 milhões, e, em terceiro, a Net, com 2,452 milhões. O Brasil tem 10,435 milhões de assinantes do serviço de internet banda larga.
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Speedy interrompido
Telefônica atende decisão da Anatel e para de vender serviço por tempo indeterminado.
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