Sem cobrança do ponto extra, TV paga fica mais cara, diz presidente da Sky
Por Daniela Braun do IDG Now!
Publicada em 28 de abril de 2009 às 16h07
Atualizada em 11 de agosto de 2009 às 20h08
São Paulo - Decisão da Anatel é 'descabida' e custos serão embutidos pelas operadoras afetando usuário de menor renda, diz Luiz Eduardo Baptista.
O fim da cobrança do ponto extra de TV por assinatura, que não entrou em prática no País, é uma "decisão descabida" da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e elevará a cobrança do serviço, afirmou Luiz Eduardo Baptista da Rocha, presidente da Sky, durante o lançamento de um serviço de HDTV pela empresa de TV paga via satélite, nesta terça-feira (28/04).
Na avaliação de Baptista, o ponto extra envolve custos com hardware e manutenção. "A população de menor renda vai acabar pagando mais porque as operadoras de TV por assinatura vão embutir a cobrança do ponto na mensalidade", observou o executivo. Segundo ele, o setor "tomará as medidas legais cabíveis" para manter a cobrança do serviço, que é considerado opcional.
A proibição da cobrança do ponto extra de TV por assinatura não entrou em vigor junto com as novas regras do serviço aprovadas pela Anatel e publicadas na última sexta-feira (22/04) no Diário Oficial da União (Resolução nº 528). A razão envolve uma liminar obtida pela Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) em junho de 2008, que garante a manutenção da cobrança do ponto extra.
Anatel informou, hoje, que "a procuradoria da agência está em contato com a justiça para esclarecer a questão da cobrança do ponto extra e pedir que a liminar seja revogada". O regulamento atualizado para o serviços de TV por assinatura também compreende questões como limite de 12 meses para contratos de fidelização, inserção das regras de fidelização no contrato de serviço e isenção de cobrança por emissão de boleto bancário.
A ABTA comunicou, no final da semana passada, que partirá antes para um recurso administrativo, apresentando à Anatel um pedido de reconsideração da decisão de proibir a cobrança de ponto extra.
"Um recurso jurídico pode ser uma alternativa, mas antes serão esgotadas ações possíveis na via administrativa. Além disso, é importante ressaltar que a liminar obtida pela ABTA em junho de 2008, que garante a manutenção da cobrança de ponto extra, ainda está em vigor. Diante disso, não há motivo para a associação entrar com um novo recurso jurídico" disse a entidade.
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