Oi vende 1 milhão de chips, mas quer 2 milhões de clientes em SP
Por Fabiana Monte, editora-assistente do Computerworld
Publicada em 24 de outubro de 2008 às 12h42
Atualizada em 24 de outubro de 2008 às 18h23
São Paulo - Operadora vendeu 1 milhão de chips no Estado em pouco mais de 20 dias. Na capital paulista já são 500 mil usuários ativos.
A Oi informou ter vendido, desde o dia 2 de outubro, 1 milhão de chips pré-pagos no Estado de São Paulo, o dobro da expectativa inicial da empresa. Na capital, a operadora conta, atualmente, com 500 mil SIM Cards ativados na rede.
Segundo Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi, o ritmo de vendas foi mais rápido do que se esperava. Mantendo este desempenho, o executivo afirmou que "é possível chegar a 2 milhões de clientes em São Paulo até o final do ano", o equivalente a 5% de market share na região.
Nesta sexta-feira (24/10), a operadora começa a venda dos planos pós-pagos no Estado, em condições agressivas, conforme antecipou o Computerworld nesta quinta-feira (24/10). "Tenho que agradecer aos meus concorrentes que deixaram uma reserva de mercado para nós", provocou o presidente da Oi.
Na análise do executivo, o mercado paulista é o que oferece a menor competição nos serviços de telecomunicações, o que, segundo Falco, pode ser comprovado pela taxa de penetração do Estado, 15% menor que a do Rio de Janeiro.
A operadora prevê investimentos de 1 bilhão de reais para a primeira fase de lançamento de seus serviços em São Paulo.
"Gostaria
de investir muito em São Paulo. Não temos restrição de investimento, se
os clientes chegarem vamos aumentar a rede", declarou Falco, garantindo
que a infra-estrutura da companhia está preparada para suportar este
volume de usuários. "Estamos preparados para toda São Paulo, se toda
São Paulo quiser vir".
Em relação à crise financeira que afeta os mercados do mundo inteiro, o presidente se mostrou despreocupado. Segundo o executivo, o orçamento para 2009 da empresa está mantido e, quando os mercados voltarem a operar normalmente, não vão faltar fontes de recursos para financiamento. "O mundo mudou, não dá para negar, mas somos uma empresa de investimento de longo prazo", declarou.
No caso da compra da Brasil Telecom, de acordo com Falco, a crise também não deve atrapalhar, uma vez que 85% dos recursos necessários para concluir a negociação já estão em caixa.
O orçamento só será revisto, segundo o presidente, em 2010, caso a crise financeira continue por mais 12 meses, o Falco não acredita que vai acontecer. "Os investimentos para 2009 estão mantidos porque o dinheiro já está em casa e achamos que em 12 meses a economia volta a circular. Se não voltar, vamos repensar os investimentos para 2010", garantiu.
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