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08 de julho de 2009
telecom
Celulares

Vivo oferecerá iPhone a clientes de outras operadoras ainda em outubro

Por Daniela Moreira, editora assistente do IDG Now!

Publicada em 26 de setembro de 2008 às 10h09

São Paulo - O presidente Roberto Lima confirmou que a Vivo tem um contrato para a compra de 200 mil iPhones, mas não revelou estoque atual.

Embora tenha iniciado a venda do iPhone 3G no Brasil com foco na base atual de clientes, a Vivo deve começar a ofertar o aparelho a clientes de outras operadoras ainda em outubro, disse Roberto Lima, presidente da operadora, nesta sexta-feira (26/09).

Lima confirmou que a Vivo tem um contrato para a compra de 200 mil iPhones da Apple, mas não revelou quantos aparelhos a empresa tem em estoque. “Em outubro, teremos iPhones disponíveis nas nossas lojas em todo o País”, prometeu o executivo.

O presidente entregou o primeiro aparelho ao cliente Waldyr Muniz pouco antes da 12h00, na loja da Vivo no Shopping Cidade Jardim. “Me cadastrei no site e fui convidado a vir hoje aqui comprar o aparelho. Meu filho já tem um, que ele trouxe dos Estados Unidos”, relatou o médico, cliente número um do iPhone da Vivo no Brasil.

A operadora convidou outros clientes cadastrados a efetuarem a compra do aparelho na virada de quinta para sexta-feira. Muniz pagou “cerca de 800 reais” pela versão de 16GB, com plano no valor médio de 350 reais. Ele utilizou os pontos acumulados – já que é cliente “desde a época da Telesp” - para obter um desconto no modelo, que, pela tabela, custaria o mínimo de 1.199 reais, atrelado ao plano iPhone Completo, de 585 reais mensais.

O presidente da operadora confirmou que a estratégia de subsídio da operadora para o iPhone está atrelada ao tempo de fidelidade de cada cliente. Lima atribuiu ainda o elevado preço do aparelho no Brasil em comparação a outros países – até mesmo os sul-americanos – à elevada carga tributária do País e aos altos custos de importação.

“É um aparelho concebido nos Estados Unidos, produzido na China, levado novamente aos Estados Unidos, para então ser importado para o Brasil. Há todos os custos de frete, seguros e os impostos, que chegam a 80%”, justificou Lima.

Lima comentou ainda a decisão da operadora de não oferecer financiamento, a exemplo da Claro, que está parcelando o aparelho em até 24 vezes com o Bradesco. “O público do aparelho terá condições de comprar à vista”, declarou o executivo.

A reação negativa dos brasileiros aos altos preços do iPhone já pode ser observada na internet, em serviços como Orkut e Twitter.


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