Operadora é punida por prática de traffic shaping nos Estados Unidos
Por Redação Computerworld
Publicada em 05 de agosto de 2008 às 08h43
Atualizada em 05 de agosto de 2008 às 13h07
Ao mesmo temo, a comissão afirmou que a operadora teve outros motivos, além dos técnicos, para interferir no tráfego dos usuários. Segundo a FCC, aplicativos de P2P oferecem a oportunidade de baixar filmes em alta qualidade sem ter de pagar nada, o que é prejudicial aos serviços de vídeo sob demanda oferecidos pela Comcast.
Inicialmente, a operadora negou que fazia uso do traffic shaping. Mas, após diversos órgãos de defesa dos consumidores nos Estados Unidos reunirem provas das práticas abusivas da Comcast, a empresa refez o discurso e admitiu que controlava o uso de sua rede.
A FCC também concluiu que os métodos da operadora feriam a privacidade dos usuários da rede. De acordo com a comissão, a empresa fazia inspeções profundas nos dados, determinando como iria rotear os pacotes baseando-se no conteúdo, e não apenas em seus destinos.
Os argumentos usados pela empresa para justificar a prática, que, basicamente, consistiam no desejo de combater o congestionamento da rede, foram rejeitados pela FCC.
“As práticas afetam os consumidores, que acabam com pouca banda só por usarem o aplicativo errado, elas não são adotadas somente nos horários de maior tráfego, os equipamentos da empresa não atuam apenas nas áreas de maior congestionamento e um usuário pode usar uma grande quantidade de banda durante períodos de congestionamento sem ser afetado caso não esteja usando um aplicativo desfavorável à Comcast”, justificou a comissão em nota.
Outra conclusão da FCC é que a prática afetava determinados aplicativos no mercado, uma vez que, sem dar explicações aos seus usuários do que estava ocorrendo, a culpa poderia recair sobre os programas usados.
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