CEO da Symbian detalha competição com Android e cogita parceria com Google
Por IDG News Service/Japão
Publicada em 16 de julho de 2008 às 11h28
Atualizada em 16 de julho de 2008 às 11h29
Tóquio - Ao mesmo tempo em não entende aposta do Google no Android, Nigel Clifford cogita possíveis colaborações entre sistemas para celulares.
Uma colaboração mais ampla entre Symbian e Google tanto no nível de aplicações como do sistema operacional é possível no futuro, afirmou o CEO da Symbian, Nigel Clifford, nesta quarta-feira (16/07).
¨Temos uma boa relação com o Google¨, afirmou ele em uma conferência em Tóquio. ¨Na verdade o Symbian foi uma das primeiras plataformas móveis a colocar aplicações como busca e mapas do Google¨.
O Google está prestes a competir com a Symbian no mercado de celulares com o lançamento da plataforma Android, enquanto a Symbian se reorganiza para tentar atenuar o impacto.
Em junho, a Nokia, que detinha participação na Symbian, revelou planos de se tornar acionista majoritária e torná-la uma fundação, apoiada por diversas empresas do setor de telefonia.
Como parte da jogada, as três plataformas que rodam o Symbian - S60, UIQ e MOAP - serão unificadas em uma única plataforma aberta.
Clifford
afirmou que, enquanto o desafio pode ser visto como uma reação à
crescente competição no setor de software móvel aberto, a Symbian está facilitando a vida de fabricantes de aparelhos e desenvolvedores de aplicativos.
O executivo também questionou a proposta do Google em introduzir o Android, quando o Symbian
já atingiu os objetivos do sistema operacional do Google: uma
plataforma já experimentada pelo mercado, tornada aberta e que opera
sem licenças de direito autoral.
O Google, no entanto, não é o único competidor do setor de internet e PCs que está tentando pegar um pedaço do mercado de telefonia. O sucesso da entrada da Apple com seu iPhone também pode ser visto como uma ameaça.
¨Nem
todos os desenvolvedores podem fazer a transição para desenvolver para
telefones celulares - tamanhos de tela são diferentes e ainda existem
limitações como consumo de energia e memória¨, afirmou, acrescentando
que passar o limite para o desenvolvimento especializado em celulares
não é fácil como parece.
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