Publicidade

19 de setembro de 2009
telecom
Banda Larga

Traffic shaping: entenda a polêmica sobre restrição de banda larga

Por Guilherme Felitti, editor assistente do IDG Now!

Publicada em 17 de abril de 2008 às 07h00
Atualizada em 28 de abril de 2008 às 20h59
Continuação da página anterior

"São vários os parâmetros: qual é tráfego prioritário, qual o nível de tráfego excedido, qual o comportamento após estourar (se vai alocar mais, baixar prioridade ou descartar tráfego excedente). Posso definir que a política que será estabelecida levando em consideração até a hora do dia", explica Mariano, da 3Com. Aliando o sistema a uma ferramenta que condensa os dados em relatórios, operadoras têm em mãos gráficos sobre os aplicativos mais usados ou quanto cada usuário consome de banda diariamente, por exemplo.

Foi um tipo de tecnologia semelhante que a Electronic Frontier Foundation (EFF) pegou no flagra ao usar o rastreador de pacotes Wireshark no serviço de banda larga da Comcast e comprovar que a provedora norte-americana usava técnicas para forçar a perda de pacotes e até bloquear o uso de programas P2P ou VoIP. A EFF também testou serviços de compartilhamento buscando e oferecendo arquivos não protegidos por direitos autorais.

"Consideramos a possibilidade de que outros provedores pudessem estar envolvidos nesta intermediação e testamos conexões oferecidas por outras empresas, como Sonic, AT&T e provedores internacionais. Em uma série de testes, observamos apenas irregularidades em conexões de clientes da Comcast", diz a análise feita por Peter Eckersley, Fred von Lohmann e Seth Schoen, que pode ser baixada em PDF no site da EFF.

O acúmulo de evidências fez com que a Comissão Federal de Comunicações (da sigla em inglês, FCC), responsável por regulamentar as telecomunicações norte-americanas, iniciasse uma investigação sobre o suposto traffic shaping praticado pela Comcast que, como todas as provedoras brasileiras, afirmava não fazer qualquer tipo de restrição até a publicação do documento, no começo de dezembro de 2007.

Sob investigação, a Comcast tenta se defender propondo a criação de um "Código de conduta" que englobaria o envolvimento de provedores no tráfego dos seus clientes e detalharia qual o nível de controle que usuários teriam sobre aplicações de torrent, P2P ou VoIP instalados em seus próprios computadores, no aprofundamento da estratégia da provedora de tratar todos os protocolos usados por seus usuários da mesma maneira.

OPINIÃO DO LEITOR Clique para comentar
10 comentário(s)
To de queixo caído
Ander - 28 Abr 2008, 20h59
TEnho uma ação
paulo - 24 Abr 2008, 23h30
Refrigerante e Internet
Valdir - 22 Abr 2008, 14h29

Top5MAIS LIDAS
DO DIA
Speedy interrompido

Speedy interrompido

Telefônica atende decisão da Anatel e para de vender serviço por tempo indeterminado.

Rádio e satélite

Rádio e satélite

Conheça alternativas de banda larga para regiões aonde o ADSL e cabo não vão.

TI Verde

TI Verde

Saiba tudo sobre gadgets ecológicos e consumo consciente de eletrônicos.

anterior   próxima
Galeria de fotoscarregando...
IDG Now! Widget

Baixe o Now! Reader e confira em seu desktop as últimas notícias, álbuns e outros conteúdos do IDG Now!

IDG Now! Reader
Eventos IDG
Blog
Guia de Contratação para a Profissão de Segurança da Informação
Enterprise Workload Automation com Scheduling Dinâmico
Você sabe quais os principais problemas encontrados nas redes de pequenas e médias empresas?
Prevenção completa contra perda de dados
Segurança da informação como estratégia para inovação dos negócios
Sete tipos de problemas com No-Break
Modelo de eficiência elétrica em centros de dados
Implementação de data centers eficientes em termos de energia