Traffic shaping: entenda a polêmica sobre restrição de banda larga
Por Guilherme Felitti, editor assistente do IDG Now!
Publicada em 17 de abril de 2008 às 07h00
Atualizada em 28 de abril de 2008 às 20h59
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"São vários os parâmetros: qual é tráfego prioritário, qual o nível de tráfego excedido, qual o comportamento após estourar (se vai alocar mais, baixar prioridade ou descartar tráfego excedente). Posso definir que a política que será estabelecida levando em consideração até a hora do dia", explica Mariano, da 3Com. Aliando o sistema a uma ferramenta que condensa os dados em relatórios, operadoras têm em mãos gráficos sobre os aplicativos mais usados ou quanto cada usuário consome de banda diariamente, por exemplo.
Foi um tipo de tecnologia semelhante que a Electronic Frontier Foundation (EFF) pegou no flagra ao usar o rastreador de pacotes Wireshark no serviço de banda larga da Comcast e comprovar que a provedora norte-americana usava técnicas para forçar a perda de pacotes e até bloquear o uso de programas P2P ou VoIP. A EFF também testou serviços de compartilhamento buscando e oferecendo arquivos não protegidos por direitos autorais.
"Consideramos a possibilidade de que outros provedores pudessem estar envolvidos nesta intermediação e testamos conexões oferecidas por outras empresas, como Sonic, AT&T e provedores internacionais. Em uma série de testes, observamos apenas irregularidades em conexões de clientes da Comcast", diz a análise feita por Peter Eckersley, Fred von Lohmann e Seth Schoen, que pode ser baixada em PDF no site da EFF.
O acúmulo de evidências fez com que a Comissão Federal de Comunicações (da sigla em inglês, FCC), responsável por regulamentar as telecomunicações norte-americanas, iniciasse uma investigação sobre o suposto traffic shaping praticado pela Comcast que, como todas as provedoras brasileiras, afirmava não fazer qualquer tipo de restrição até a publicação do documento, no começo de dezembro de 2007.
Sob investigação, a Comcast tenta se defender propondo a criação de um "Código de conduta" que englobaria o envolvimento de provedores no tráfego dos seus clientes e detalharia qual o nível de controle que usuários teriam sobre aplicações de torrent, P2P ou VoIP instalados em seus próprios computadores, no aprofundamento da estratégia da provedora de tratar todos os protocolos usados por seus usuários da mesma maneira.
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10 comentário(s)
To de queixo caído
Ander - 28 Abr 2008, 20h59
TEnho uma ação
paulo - 24 Abr 2008, 23h30
Refrigerante e Internet
Valdir - 22 Abr 2008, 14h29
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