Publicidade

19 de setembro de 2009
telecom
Banda Larga

Traffic shaping: entenda a polêmica sobre restrição de banda larga

Por Guilherme Felitti, editor assistente do IDG Now!

Publicada em 17 de abril de 2008 às 07h00
Atualizada em 28 de abril de 2008 às 20h59
Continuação da página anterior

E porque uma provedora limitaria o consumo de banda de usuários, que pagam por um serviço? Tradicionalmente, um grupo de usuários acostumado a baixar fervorosamente conteúdo multimídia durante o mês consome grande parte da banda oferecida pela infra-estrutura montada pela operadora - as empresas trabalham com projeções que contemplam que entre 10% e 20% de seus clientes consomem até 80% da banda oferecida.

A limitação imposta pelo traffic shaping não apenas impede uma participação ainda maior de quem está acostumado a baixar filmes e músicas com freqüência, mas também assegura que a maioria dos usuários restantes, que usam menos banda durante o mês, encontrará um serviço estável e com velocidade minimamente decente para acessar seus e-mails, entrar em redes sociais ou ler blogs.

"O uso ostensivo de alguns tipos de aplicações acabam prejudicando outros usuários. (O traffic shaping) é uma solução de engenharia para se trazer um certo equilíbrio para todos os usuários. Em qualquer rede, você tem recursos limitados, principalmente em uma tecnologia de transporte baseada em pacotes", explica Frederico Neves, diretor de serviços e tecnologia do Núcleo de Informação e Coordenação (NIC.br), ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

"De certa forma, esta técnica prejudica as expectativas de usuários que acham que não usam um bem compartilhado", complementa. E as expectativas são, realmente, altíssimas. A reação de usuários contra o suposto traffic shaping é facilmente medida pela onda de reclamações que clientes publicam em fóruns, acompanhados por tutoriais sobre como descobrir se determinado provador restringe a banda, gráficos que mostram quedas na velocidade de acesso e vídeos demonstrando maneiras para driblar qualquer restrição.

As reclamações dos clientes se concentram, principalmente, na falta de indicações claras no contrato de prestação de serviços sobre possíveis interferências na velocidade de determinados protocolos. "É como o overbooking sem punição. Você vende mais do que consegue entregar, mas não tem punição. Se (a operadora) faz isto de propósito, é estelionato. Vende-se um serviço com tal banda, mas não é assim", acusa Horácio Belfort, presidente e fundador da Associação Brasileira dos Usuários de Acesso Rápido (Abusar).

OPINIÃO DO LEITOR Clique para comentar
10 comentário(s)
To de queixo caído
Ander - 28 Abr 2008, 20h59
TEnho uma ação
paulo - 24 Abr 2008, 23h30
Refrigerante e Internet
Valdir - 22 Abr 2008, 14h29

Top5MAIS LIDAS
DO DIA
Speedy interrompido

Speedy interrompido

Telefônica atende decisão da Anatel e para de vender serviço por tempo indeterminado.

Rádio e satélite

Rádio e satélite

Conheça alternativas de banda larga para regiões aonde o ADSL e cabo não vão.

TI Verde

TI Verde

Saiba tudo sobre gadgets ecológicos e consumo consciente de eletrônicos.

anterior   próxima
Galeria de fotoscarregando...
IDG Now! Widget

Baixe o Now! Reader e confira em seu desktop as últimas notícias, álbuns e outros conteúdos do IDG Now!

IDG Now! Reader
Eventos IDG
Blog
Guia de Contratação para a Profissão de Segurança da Informação
Enterprise Workload Automation com Scheduling Dinâmico
Você sabe quais os principais problemas encontrados nas redes de pequenas e médias empresas?
Prevenção completa contra perda de dados
Segurança da informação como estratégia para inovação dos negócios
Sete tipos de problemas com No-Break
Modelo de eficiência elétrica em centros de dados
Implementação de data centers eficientes em termos de energia