Traffic shaping: entenda a polêmica sobre restrição de banda larga
Por Guilherme Felitti, editor assistente do IDG Now!
Publicada em 17 de abril de 2008 às 07h00
Atualizada em 28 de abril de 2008 às 20h59
São Paulo – Provedoras praticam traffic shaping? Ainda que neguem, IDG Now! ouve usuários e especialistas sobre restrições de acesso no país.
Teoricamente, o mundo digital é um ambiente com recursos ilimitados que podem ser multiplicados infinitamente para atingir um número cada vez maior de usuários para funções cada vez mais complexas. Teoricamente.
Há um bem no mundo digital que não obedece, em qualquer parte do mundo, a natureza abundante da reprodução de bits e se encontra num equilíbrio delicado entre o uso racionado e o desejo por mais: a banda.
De um lado, estão as provedoras responsáveis pelos investimentos milionários em infra-estrutura que compartilham do mesmo comprometimento de não restringirem sua banda. Do outro, os usuários de banda larga que vêem seus direitos de consumo supostamente desrespeitados pelas alterações na velocidade de acesso de seus planos, armando e compartilhando planos que comprovem as estratégias sorrateiras das operadoras.
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No centro da polêmica, está o traffic shaping, prática supostamente aplicada por todos os provedores de banda larga no país para, como sugere a própria tradução do inglês, moldar o tráfego usado pelo usuário, determinado quais programas ou protocolos podem ter acesso a determinada quantidade de banda em quais períodos do dia.
Não bastassem as acusações dos usuários, a questão é ainda mais polêmica por nenhuma das provedoras assumir oficialmente a prática, cujas suspeitas são facilmente observáveis em testes que usam tecnologias como encriptação de dados e VPN (virtual private network) para driblar o controle. A prática pode se esconder na instabilidade das milhares de redes interconectadas e administradas independentemente que formam a internet.
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