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04 de julho de 2009
telecom
Serviços

Cebit: empresas revelam soluções para levar Wi-Fi ao oceano e ao hospital

Por IDG News Service/Alemanha

Publicada em 05 de março de 2008 às 16h23
Atualizada em 02 de março de 2009 às 18h26

Hannover - Nonius revela solução para baretear acesso sem fio para cruzeiros, enquanto Psiber apresenta software que projeta redes com maior precisão.

Enquanto acesso sem fio à internet se tornou um commodity virtual principalmente em escritórios, empresas presentes na CeBIT, que acontece nesta semana em Hannover, na Alemanha, estão mostrando tecnologia para focar, expandir ou otimizar a tecnologia.

A pequena empresa portuguesa Nonius Software está mostrando um appliance de software que oferecerá internet sem fio em cruzeiros o mais barato possível.

As embarcações de luxo geralmente têm que usar caras conexões por satélite quando estão em mar aberto, mas conseguem acessar com freqüência redes terrestres quando estão próximas à costa. A solução da Nonius serve como uma referência entre as várias redes que um navio contrata, alternando automaticamente para o provedor de menor preço disponível, afirmou seu CEO, Antônio Silva.

Até agora, a Nonius está se focando em cruzeiros, mas o conceito pode se aplicar a outros cenários, como ônibus, afirma.

Enquanto isto, a companhia está mostrando outro produto voltado a hospitais, que combina Wi-Fi com tags de localização para criar uma rede especializada de comunicação para rastrear a localização de pessoas e máquinas.

O sistema, por exemplo, pode determinar se um paciente com Alzheimer entrou em um área segura ou manter atenção especial sobre medicamentos caros, explica.

Nenhuma das duas soluções seria possível caso a instalação da rede sem fio não fornecesse sinal suficientemente forte.

A companhia alemã Psiber está oferecendo um software de modelagem 3D durante a CeBIT que pretende maximizar o potencial de redes sem fio em prédios.

O público alvo da Psiber, segundo a empresa, são clientes de massa interessados em aumentar os limites que as redes oferecessem por seus sinais. "Como é um espectro livre, haverá muita colisão (entre as redes)", afirma Klaus Romanek, co-fundador e dono da empresa.

Usuários do software registram os planos para cada andar do prédio. Além disto, o software pode levar em conta a composição do prédio: se é feito de madeira, concreto ou uma combinação e o material do qual são feitas as janelas.

Indo mais fundo, usuários podem incluir a topografia dentro dos espaços abertos do prédio, como mesas e cubículos.

Eles posicionam os roteadores pelo prédio e o software gera uma representação visual tanto do alcance como da potencial interferência dos sinais.

O software gera modelos e, portanto, sua exatidão "depende da qualidade dos dados registrados pelo usuário", afirma Romanek.

Chris Kanaracus, editor do IDG News Service, de Hannover.

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