Se aprovada fusão Oi-BrT cria maior operação de banda larga do País
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 13 de fevereiro de 2008 às 06h00
Atualizada em 13 de fevereiro de 2008 às 15h20
São Paulo - Analistas e órgãos de defesa do consumidor avaliam se aprovação do acordo será positiva ou negativa para usuário de banda larga.
Além de uma base de 22,3 milhões de assinantes de telefonia fixa - o equivalente a mais de 63% de participação de mercado -, a possível fusão entre a Telemar, controladora da operadora Oi, e a Brasil Telecom garantirá à empresa resultante um título inédito para as duas operadoras: a liderança no mercado de banda larga.
Juntas, as bases de assinantes de banda larga das duas operadoras somariam 2,916 milhões de usuários (1,393 milhão da Telemar e 1,523 milhão da Brasil Telecom), uma vantagem de 1 milhão de assinantes sobre a Telefônica, que atua apenas no Estado de São Paulo, mas lidera o mercado, com 1,936 milhão de conexões.
Mas qual o impacto de ter uma única grande operação de banda larga cobrindo praticamente todo o território nacional - excluindo apenas São Paulo? A questão divide opiniões: de um lado, os grupos de defesa do consumidor argumentam que o negócio não traz vantagens aos usuários - pelo contrário, reduz a competição; de outro, analistas do mercado de telecomunicações acreditam que a fusão pode dar fôlego às empresas para investir em infra-estrutura e aumentar a penetração da banda larga no País.
Hoje, a maior concentração dos usuários de banda larga (cerca de 40% dos 7,93 milhões de conexões existentes no País no terceiro trimestre de 2007, segundo o Barômetro de Banda Larga Cisco, feito pela consultoria IDC) está no Estado de São Paulo, região da Telefônica. Excluindo o Estado, a região Sudeste fica com outros 21,5%. O Sul responde por 19,5% das conexões, enquanto as demais regiões possuem participações bem mais tímidas - Norte, 5,2%; Nordeste, 5,4%; e Centro-Oeste, 8,2%.
A percepção dos analistas do mercado de telecomunicações é que a “grande tele nacional” que surgiria da fusão, defendida pelo ministro das Comunicações Hélio Costa, poderia investir mais pesado na disseminação da banda larga pelo território brasileiro.
“As metas de universalização do governo, que prevêem a instalação de pontos de acesso em banda larga em todos os municípios brasileiros, podem ser usadas como moeda de negociação para aprovar a fusão”, arrisca Vinicius Caetano, analista de telecomunicações da IDC.
“Qualquer movimento que dê escala a uma empresa significa melhor poder de negociação. Nenhuma empresa nacional hoje tem de perto o poder de barganha dos grandes grupos internacionais”, avalia Wally Swain, vice-presidente sênior para América Latina do Yankee Group, referindo aos grupos estrangeiros que controlam as demais operadoras que atuam no País.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- NETVIBES
- DIGG
CONTEÚDO RELACIONADO:
IDG NOW! BUSCA:
Links patrocinados
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO IDG NOW!:
- Telefônica: audiência pública da Câmara discutirá falhas em serviços
- Terra limita rede de acesso Wi-Fi grátis para assinantes de banda larga
- Novo game de Harry Potter chega às lojas brasileiras em 10 de julho
- Microsoft encerra Web Messenger
- Prefeitura de São Paulo lança portal para estimular adoção de animais
- Telefônica não cobrará taxa de rescisão do Speedy nos próximos 90 dias
Links patrocinados

A multa contra a venda do Speedy melhora o serviço?
Speedy interrompido
Telefônica atende decisão da Anatel e para de vender serviço por tempo indeterminado.
Links patrocinados









