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01 de julho de 2009
telecom
Serviços

TV digital: dois meses depois, muitas promessas não foram cumpridas

Por Luiza Dalmazo, repórter do Computerworld

Publicada em 01 de fevereiro de 2008 às 19h02

São Paulo - Conversor de sinal barato ainda não chegou ao mercado, nem linha de financiamento. Conheça as promessas não cumpridas da TV digital.

Na data em que se comemoram dois meses do lançamento oficial da televisão digital no Brasil, neste 2 de fevereiro, pouco ou nada se ouve falar sobre o assunto.

Na maior parte das lojas, é preciso um pouco de esforço e muito interesse do consumidor para encontrar os conversores e aparelhos de TV com set top boxes embutidos. Há algumas em que os conversores estão no final da loja, escondidos no fundo da prateleira.

As fabricantes dos equipamentos recusam-se a comentar. Dizem que ainda não têm os balanços e números fechados – apesar da velocidade de processamento dos dados imprimida pela tecnologia da informação. Os fornecedores de equipamentos pedem para que se procure os resultados com a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). Mas a resposta desta, quando procurada pelo Computerworld, é: “ainda não temos balanço fechado de vendas de TV digital”.

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Benjamin Sicsú, vice-presidente de novos negócios da Samsung, afirma não poder falar de números, mas diz que as vendas foram de acordo com o estimado e que o número é pequeno porque o serviço só está disponível por enquanto na cidade de São Paulo. Para ele, os volumes vão crescer quando a oferta do sinal chegar a mais cidades.

A propósito, o cronograma de lançamento parece estar sendo cumprido (ou quase). Estava previsto para o último mês de janeiro que Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte passassem a receber o sinal. Nesta semana, o ministro das comunicações Hélio Costa esteve na capital carioca para lançamento e disse que logo mais será feito o anúncio nas outras duas cidades.

Até mesmo a linha de financiamento para o varejo anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 02 de dezembro do ano passado, data do lançamento oficial, ainda não saiu.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) diz que esses dois meses que se passaram foi o período de operacionalização de uma nova linha – é a quarta dentro do banco de fomento para a TV Digital, as demais são de conteúdo, pesquisa e para os fornecedores –, mas que ela está perto de ser lançada.

Além disso, não existem novidades em relação aos recursos de interatividade. As empresas continuam pesquisando formas de tornar o Ginga, sistema operacional para fazer a intermediação entre os equipamentos, apto para comercialização, mas nada foi concluído até o momento.


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