Fusão Oi-BrT exigirá mudanças no Plano Geral de Outorga, diz especialista
Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 15 de janeiro de 2008 às 12h30
Atualizada em 15 de janeiro de 2008 às 12h32
Brasília - Fusão entre Oi e Brasil Telecom exigirá mudanças para evitar monopólio entre teles nacionais, defende Marcos Dantas, da PUC-RJ.
A possível fusão entre a Telemar, que controla a operadora Oi, com a Brasil Telecom exigirá mudanças no Plano Geral de Outorga, sugere o especialista e professor do Departamento de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, Marcos Dantas, como forma de impedir a criação de um monopólio nas telecomunicações brasileiras.
“Provavelmente já há uma grande negociação com o governo; há interesse de setores do governo para que essa fusão ocorra. Então se eles estão falando isso agora é porque já existe um encaminhamento político dessa questão junto às esferas governamentais”, diz Dantas.
Para Dantas, que foi secretário de Planejamento e Orçamento do Ministério das Comunicações e fez parte do Conselho Consultivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a fusão é vantajosa para o país, que não tem uma grande empresa de telecomunicações que possa operar nacional e internacionalmente.
O analista também acredita que a transação vai possibilitar que a Telemar tenha maior atuação no mercado das Regiões Norte e Nordeste, o que “vai beneficiar as populações mais pobres do Brasil”.
A Anatel, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Ministério das Comunicações não quiseram se manifestar sem uma decisão oficial sobre a negociação.
Já a Comissão de Valores Imobiliários (CVM) disse que “a CVM está atuando para que as companhias envolvidas prestem ao mercado o melhor esclarecimento possível sobre negócios eventualmente em andamento".
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