Leilão de 3G deve arrecadar R$ 5,3 bi, diz presidente da Anatel
Por Redação do Computerworld*
Publicada em 20 de dezembro de 2007 às 08h03
Atualizada em 20 de dezembro de 2007 às 16h02
Brasília - Valor seria R$ 2,5 bilhões acima do preço mínimo fixado pela agência, que era de R$ 2,8 bilhões, e representaria um ágio médio de 89%.
O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, estimou em 5,3 bilhões de reais a arrecadação final do leilão de telefonia celular de terceira geração (3G), que começou na terça-feira (18/12) e deve terminar nesta quinta-feira (20/12). O valor seria 2,5 bilhões de reais acima do preço mínimo fixado pela agência, que era de R$ 2,8 bilhões, e envolveria um ágio médio de 89%.
Estão sendo escolhidas quatro operadoras para cada região do País e deverão ser cobertos os 1.836 municípios que não têm ainda os serviços de telefonia celular. Com isso, a previsão de Sardenberg é de que a competição que se estabelecerá entre as maiores operadoras de telefonia (TIM, Oi, Claro e Vivo) vai possibilitar preços mais baixos das ligações para o consumidor.
Em entrevista na noite de ontem (19/12), Sardenberg não quis, entretanto, arriscar palpite sobre o percentual de queda nesse custo, em conseqüência da concorrência que vai se estabelecer. Ele procurou minimizar a diferença substancial entre os preços oferecidos no segundo e os do primeiro dia do leilão, quando os ágios chegaram a ultrapassar 200% do preço mínimo previsto.
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"As empresas são inteligentes e aprenderam a lição de ontem [18/12], aplicando hoje o que aprenderam, procurando comprar as bandas de freqüência por preços menores", ressaltou Sardenberg.
Ele disse que não acredita em "conchavo" entre as empresas telefônicas que, segundo se comentou, teriam combinado oferecer preços mais baixos (entre 50% e 60% de ágio) no segundo dia de pregão. "Não senti que tenha havido combinação. Se, no entanto, perceber que houve alguma coisa assim, como presidente da agência, obviamente tomarei alguma atitude", afirmou.
O fato dos lotes de freqüências leiloados nesta quarta-feira envolverem a obrigatoriedade de as empresas prestarem serviços em regiões mais pobres, na mesma banda, para ele, pode ser uma das razões da queda nos preços oferecidos. Quem comprou licença para a capital paulista teve de levar freqüências na região Norte e quem comprou no interior paulista levou junto faixas na região Nordeste.
Nesse caso, as operadoras terão que fazer investimentos maiores e, por isso, ofereceram preço mais baixo pelas bandas. Sardenberg lembrou que os preços mínimos estavam fixados desde o dia 11 de dezembro e foram colocados na mesa, na hora em que o leilão começou. "Não houve nada diferente do que foi entregue", destacou.
O presidente da Anatel também não acredita que a queda no ágio tenha sido provocada pelo anúncio feito ontem pelo leiloeiro, no início da disputa, de que a Anatel dispõe ainda da Banda H, que poderá ser licitada no primeiro semestre de 2008. Ele disse que a agência já tinha divulgado isso há muito tempo e venderá essas licenças tão logo receba manifestação de empresas interessadas na exploração.
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