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24 de janeiro de 2010
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Mobilidade

TV digital móvel estréia no Brasil, mas não no celular

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

Publicada em 29 de novembro de 2007 às 07h00
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São Paulo - Por enquanto, as operadoras não oferecem aparelhos compatíveis com sinal digital, deixando caminho aberto para TVs portáteis e PCs.

tv-digital_88_entradaAo justificar a escolha do padrão japonês de TV digital como referência para o sistema brasileiro, um dos aspectos enfatizados pelo governo era que o modelo nipônico seria o melhor acabado para transmissões móveis - voltadas a TVs portáteis e celulares.

A partir da estréia da TV digital em São Paulo, no próximo domingo (02/12), quem tiver um aparelho móvel com receptor poderá assistir à TV aberta gratuitamente em qualquer lugar, mas a questão é encontrar estes produtos no mercado.

Segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, se depender das operadoras, os celulares compatíveis com a TV digital ainda demoram a chegar ao mercado. “Não tenho visto nenhum interesse das companhias telefônicas em pedir para que se comece a produzir o telefone capaz de receber a TV digital”, disse ele.

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A razão é que a TV aberta no celular pode consumir tempo que o usuário gastaria falando ou assistindo a conteúdos pagos. “Vamos ser muito claros, não é muito bom negócio para as operadoras colocar no celular um dispositivo que lhe dá o direito de sentar no ônibus e assistir TV de graça ao invés de ficar pendurado no telefone com a namorada pagando 1 real ou 50 centavos por minuto”, diagnostica o ministro.

De acordo com ele, há uma fabricante japonesa - cujo nome ele não quis revelar - que tem um celular pronto para ser lançado no mercado, mas a oferta dependerá da disposição das operadoras em colocar o produto nas lojas.

Para Eduardo Tude, da consultoria Teleco, o ânimo das operadoras em relação ao assunto só mudará se elas perceberem a recepção à TV digital como um diferencial para conquistar o cliente. “Ainda é cedo para isso. A área de cobertura ainda é muito restrita e o mercado é pequeno”, opina Tude. “Quando houver interatividade pode se tornar interessante, pois o uso do canal de retorno pode gerar tráfego”, ele acrescenta.

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