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21 de setembro de 2009
telecom
Mobilidade

TV digital móvel estréia no Brasil, mas não no celular

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

Publicada em 29 de novembro de 2007 às 06h00

São Paulo - Por enquanto, as operadoras não oferecem aparelhos compatíveis com sinal digital, deixando caminho aberto para TVs portáteis e PCs.

tv-digital_88_entradaAo justificar a escolha do padrão japonês de TV digital como referência para o sistema brasileiro, um dos aspectos enfatizados pelo governo era que o modelo nipônico seria o melhor acabado para transmissões móveis - voltadas a TVs portáteis e celulares.

A partir da estréia da TV digital em São Paulo, no próximo domingo (02/12), quem tiver um aparelho móvel com receptor poderá assistir à TV aberta gratuitamente em qualquer lugar, mas a questão é encontrar estes produtos no mercado.

Segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, se depender das operadoras, os celulares compatíveis com a TV digital ainda demoram a chegar ao mercado. “Não tenho visto nenhum interesse das companhias telefônicas em pedir para que se comece a produzir o telefone capaz de receber a TV digital”, disse ele.

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A razão é que a TV aberta no celular pode consumir tempo que o usuário gastaria falando ou assistindo a conteúdos pagos. “Vamos ser muito claros, não é muito bom negócio para as operadoras colocar no celular um dispositivo que lhe dá o direito de sentar no ônibus e assistir TV de graça ao invés de ficar pendurado no telefone com a namorada pagando 1 real ou 50 centavos por minuto”, diagnostica o ministro.

De acordo com ele, há uma fabricante japonesa - cujo nome ele não quis revelar - que tem um celular pronto para ser lançado no mercado, mas a oferta dependerá da disposição das operadoras em colocar o produto nas lojas.

Para Eduardo Tude, da consultoria Teleco, o ânimo das operadoras em relação ao assunto só mudará se elas perceberem a recepção à TV digital como um diferencial para conquistar o cliente. “Ainda é cedo para isso. A área de cobertura ainda é muito restrita e o mercado é pequeno”, opina Tude. “Quando houver interatividade pode se tornar interessante, pois o uso do canal de retorno pode gerar tráfego”, ele acrescenta.


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