TV digital móvel estréia no Brasil, mas não no celular
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 29 de novembro de 2007 às 07h00
São Paulo - Por enquanto, as operadoras não oferecem aparelhos compatíveis com sinal digital, deixando caminho aberto para TVs portáteis e PCs.
Ao justificar a escolha do padrão japonês de TV digital como referência para o sistema brasileiro, um dos aspectos enfatizados pelo governo era que o modelo nipônico seria o melhor acabado para transmissões móveis - voltadas a TVs portáteis e celulares.
A partir da estréia da TV digital em São Paulo, no próximo domingo (02/12), quem tiver um aparelho móvel com receptor poderá assistir à TV aberta gratuitamente em qualquer lugar, mas a questão é encontrar estes produtos no mercado.
Segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, se depender das operadoras, os celulares compatíveis com a TV digital ainda demoram a chegar ao mercado. “Não tenho visto nenhum interesse das companhias telefônicas em pedir para que se comece a produzir o telefone capaz de receber a TV digital”, disse ele.
Tudo sobre TV Digital:
> Tire suas dúvidas sobre a nova TV
> Ouça: interatividade só em 6 meses
> As revoluções na publicidade
> Glog: avalanche de conversores
> Guia de produtos
A razão é que a TV aberta no celular pode consumir tempo que o usuário gastaria falando ou assistindo a conteúdos pagos. “Vamos ser muito claros, não é muito bom negócio para as operadoras colocar no celular um dispositivo que lhe dá o direito de sentar no ônibus e assistir TV de graça ao invés de ficar pendurado no telefone com a namorada pagando 1 real ou 50 centavos por minuto”, diagnostica o ministro.
De acordo com ele, há uma fabricante japonesa - cujo nome ele não quis revelar - que tem um celular pronto para ser lançado no mercado, mas a oferta dependerá da disposição das operadoras em colocar o produto nas lojas.
Para Eduardo Tude, da consultoria Teleco, o ânimo das operadoras em relação ao assunto só mudará se elas perceberem a recepção à TV digital como um diferencial para conquistar o cliente. “Ainda é cedo para isso. A área de cobertura ainda é muito restrita e o mercado é pequeno”, opina Tude. “Quando houver interatividade pode se tornar interessante, pois o uso do canal de retorno pode gerar tráfego”, ele acrescenta.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- DIGG
Agora no Twitter
CONTEÚDO RELACIONADO:
IDG NOW! BUSCA:
Links patrocinados
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO IDG NOW!:
- IBOPE tomará providências sobre caso R7
- Dilma Rousseff defende regulamentação de profissões de TI
- Justiça dos EUA reduz indenização em caso de pirataria de música
- Pacote conserta 11 bugs do RealPlayer; CERT recomenda aplicação
- Google aprimora busca a fatos e eventos
- Mercado de música digital cresce, mas indústria ainda sofre com pirataria


Receba notícias do IDG Now! no celular
Problemas do Nexus One
Dificuldades relacionadas ao novo smartphone demonstram que Google não revolucionou.
Links patrocinados

CIO Focus
CIO Global Summit - Liderança Sustentável
Digital Age 2.0 - Ideias para um mundo em transformação





