Vivo critica preço das freqüências de 3G estipulado pela Anatel
Por Taís Fuoco, editora do Computerworld
Publicada em 06 de novembro de 2007 às 16h25
Atualizada em 06 de novembro de 2007 às 17h04
São Paulo - Para operadora, ao preço estipulado, 'conta pode não fechar' e o Brasil terá um ritmo de adesão mais lento que o previsto.
A Vivo afirmou hoje ter ficado "surpresa" com os preços mínimos estipulados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para as freqüências de terceira geração, que serão leiloadas no dia 18 de dezembro.
Segundo Ernesto Gardelliano, diretor de relações com investidores da Vivo, em encontro com os jornalistas hoje (06/11), a companhia ficou "um tanto surpresa com os valores e os compromissos de abrangência".
Segundo seus cálculos, os preços mínimos, que totalizam 2,8 bilhões de reais em todo o País, exigirão um investimento de pelo menos 635 milhões de reais de cada operadora - conta que ele fez a partir da existência no País de quatro grandes operadoras: Vivo, TIM, Claro e Oi.
Os compromissos de abrangência envolvem levar a telefonia móvel a todos os municípios com até 30 mil habitantes em cinco anos. Além disso, quem levar uma licença em São Paulo terá de obrigatoriamente levar uma nas regiões Norte ou Nordeste.
Veja também:
>Tecnologia pode reduzir custos de 3G
De acordo com Roberto Lima, presidente da operadora, "existe um consenso de que a terceira geração é importante para o Brasil, mas a esses preços o equilíbrio econômico fica difícil de ser alcançado".
O executivo ainda afirmou que "não gostaria de ver o Brasil na situação da Europa porque erraram na conta", referindo-se às licenças bilionárias cobradas naquela região e que adiaram a estréia dessa fase da telefonia móvel naquele continente, já que muitas operadoras acabaram por devolver a licença antes de iniciar a operação.
Segundo Lima, "nosso receio é que a conta não feche". Ele admitiu, no entanto, que, uma vez que os preços já estão definidos e publicados no Diário Oficial, dificilmente poderão mudar neste momento.
Uma sugestão que o presidente da Vivo apontou seria a existência de uma carga tributária diferenciada. "Já que o governo tem dificuldade de abrir mão de uma carga tributária já existente, mas a da terceira geração ainda não existe, pela sua importância estratégica o governo poderia criar tributos diferenciados em regiões de menor densidade populacional, por exemplo", citou.
O executivo fez questão de reiterar, entretanto, que "a Vivo vai participar do leilão, não tem como ficar de fora da terceira geração". Na sua avaliação, porém, "mais uma vez vamos lançar um produto caro, com características de supérfluo, e não um bem essencial".
A Vivo pretende buscar licença nacional de terceira geração, mas não revelou quanto está disposta a investir na disputa pelas faixas. As operadoras devem entregar propostas até 11 de dezembro para a agência, que irá abri-las no dia 18 daquele mês. As regiões que tiverem mais de uma interessada deverão ser leiloadas em seguida.
Segundo Ernesto Gardelliano, diretor de relações com investidores da Vivo, em encontro com os jornalistas hoje (06/11), a companhia ficou "um tanto surpresa com os valores e os compromissos de abrangência".
Segundo seus cálculos, os preços mínimos, que totalizam 2,8 bilhões de reais em todo o País, exigirão um investimento de pelo menos 635 milhões de reais de cada operadora - conta que ele fez a partir da existência no País de quatro grandes operadoras: Vivo, TIM, Claro e Oi.
Os compromissos de abrangência envolvem levar a telefonia móvel a todos os municípios com até 30 mil habitantes em cinco anos. Além disso, quem levar uma licença em São Paulo terá de obrigatoriamente levar uma nas regiões Norte ou Nordeste.
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De acordo com Roberto Lima, presidente da operadora, "existe um consenso de que a terceira geração é importante para o Brasil, mas a esses preços o equilíbrio econômico fica difícil de ser alcançado".
O executivo ainda afirmou que "não gostaria de ver o Brasil na situação da Europa porque erraram na conta", referindo-se às licenças bilionárias cobradas naquela região e que adiaram a estréia dessa fase da telefonia móvel naquele continente, já que muitas operadoras acabaram por devolver a licença antes de iniciar a operação.
Segundo Lima, "nosso receio é que a conta não feche". Ele admitiu, no entanto, que, uma vez que os preços já estão definidos e publicados no Diário Oficial, dificilmente poderão mudar neste momento.
Uma sugestão que o presidente da Vivo apontou seria a existência de uma carga tributária diferenciada. "Já que o governo tem dificuldade de abrir mão de uma carga tributária já existente, mas a da terceira geração ainda não existe, pela sua importância estratégica o governo poderia criar tributos diferenciados em regiões de menor densidade populacional, por exemplo", citou.
O executivo fez questão de reiterar, entretanto, que "a Vivo vai participar do leilão, não tem como ficar de fora da terceira geração". Na sua avaliação, porém, "mais uma vez vamos lançar um produto caro, com características de supérfluo, e não um bem essencial".
A Vivo pretende buscar licença nacional de terceira geração, mas não revelou quanto está disposta a investir na disputa pelas faixas. As operadoras devem entregar propostas até 11 de dezembro para a agência, que irá abri-las no dia 18 daquele mês. As regiões que tiverem mais de uma interessada deverão ser leiloadas em seguida.
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