Análise: Google mobiliza setor de telefonia para criar novo paradigma móvel
Por IDG News Service/EUA
Publicada em 06 de novembro de 2007 às 09h57
Atualizada em 06 de novembro de 2007 às 10h20
O Google promete oferecer mais detalhes na próxima semana quando lançar o kit de desenvolvimento de software do Android, que estará disponível gratuitamente por uma licença Apache V2.
Baker está particularmente interessada no browser do Android, que o Google descreveu como repleto de funções e baseado em HTML, o que replicaria no telefone a mesma experiência online da web.
Esta é uma alegação impactante e, caso o navegador tenha funções desta maneira, o efeito do Android no mercado será mais significante ainda, já que a única opção que se aproximaria desta abordagem hoje no setor seria o Safari, disponível apenas no iPhone, da Apple, diz Baker.
"Confesso estar um tanto cética (quanto à descrição do navegador), mas, caso eles entregue, isto, pode ser algo bastante atrativo", acredita.
Outra possível armadilha para o Android é a liberdade da licença de código aberto, que dá a desenvolvedores, fabricantes e operadoras total possibilidade para integrar extensões proprietárias e modificações, que poderiam resultar na piora do problema que o Google está tentando combater: a fragmentação técnica.
"Isto poderia levar a uma fragmentação ainda maior no mercado já que a licença permite que qualquer empresa use pedaços (do código) que quiserem e ignorem as outras partes", explica Baker.
Se o Android terá ou não seu efeito desejado será algo que se tornará claro uma vez que telefones e aplicativos construídos com a plataforma comecem a aparecer na segunda metade de 2008. Na ocasião, assinaturas de telefonia móvel serão os votos mais importantes neste concurso.
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