Novo canal público digital estréia em 2 de dezembro em São Paulo
Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 01 de novembro de 2007 às 07h31
Atualizada em 13 de novembro de 2007 às 17h35
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro, Maranhão e Distrito Federal também terão acesso à programação da TV Brasil, porém no formato analógico.
A partir do dia 2 de dezembro, quem morar em São Paulo já poderá conferir a programação digital da nova televisão pública do país, a TV Brasil. O sinal será aberto, em canal que está sendo definido, transmitido em tecnologia digital e também analógica, possibilitando que todos tenham acesso à programação. O mesmo conteúdo será transmitido analogicamente para os estados do Rio de Janeiro e do Maranhão, além do Distrito Federal.
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que vai gerir a nova TV, foi oficialmente criada hoje (31), em ato que também deu posse à diretora-presidente, Tereza Cruvinel, ao diretor-geral, Orlando Senna, e a quatro diretores: Helena Chagas (Jornalismo), Delcimar Pires (Administrativo e Financeiro), Mário Borgneth (Relações e Rede) e Leopoldo Nunes (Conteúdo e Programação).
Também foram nomeados, por meio de decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União, quatro integrantes do Conselho Curador: Franklin Martins, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, que ocupará a presidência; José Artur Filardi Leite, representante do Ministério das Comunicações; Alessandra Cristina Azevedo Cardoso, representante do Ministério do Planejamento, e Ricardo de Almeida Collar, indicado pela Secretaria de Comunicação Social.
Tereza Cruvinel disse ter confiança no cumprimento dos prazos estabelecidos, na inauguração da nova TV no mesmo dia em que o Brasil entrará na era digital de televisão, mas ressaltou que o formato de programação desejado só estará pronto dentro de alguns meses.
“O que nós pretendemos, se as questões tecnológicas correrem a contento, é colocar no ar o novo canal de São Paulo e dar início ao processo de uma programação conjunta entre as emissoras que vão compor a TV Brasil”, explicou Cruvinel.
O diretor-geral, Orlando Senna, também ressaltou que a formatação vai ocorrer com o tempo. “A TV Brasil não vai chegar ao telespectador pronta, completa. Na verdade, a partir do dia 2 estaremos abrindo uma grande consulta pública, um diálogo com a sociedade, para construirmos juntos este conteúdo e esta programação”, disse Senna.
A nova televisão pública nasce com a união de quatro emissoras: TVE do Rio de Janeiro, TVE do Maranhão, TV Nacional de Brasília e TV de São Paulo. Mas o número de emissoras parceiras deverá ser bem maior, com integração com os demais canais públicos, comunitários e universitários. “Nos Estados Unidos, a PBS [televisão pública] é composta por 350 emissoras”, exemplificou Cruvinel.
Ela disse acreditar que a Medida Provisória que cria a nova empresa será aprovada pelo Congresso Nacional, logo após a votação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. “Tenho conversado com os parlamentares e já senti muitas mudanças, pois muitas pessoas não compreendiam o projeto de televisão pública. A diferença é que ela não está sob o controle do governo em sua gestão de comunicação. Ela deve prestar contas ao governo dos recursos públicos que recebe, mas do ponto de vista de sua programação, linha editorial e política de conteúdo estará subordinada ao Conselho Curador, composto majoritariamente por representantes da sociedade civil”, afirmou Cruvinel.
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