Sputnik, lançado há 50 anos, deu a largada da corrida espacial
Por Peter Moon, especial para o IDG Now!
Publicada em 03 de outubro de 2007 às 19h00
Atualizada em 08 de outubro de 2007 às 17h44
São Paulo - Uma esfera de alumínio de aproximadamente 60 cm de diâmetro chamada Sputnik 1, lançada no dia 04 de outubro de 1957, deu a largada a corrida espacial.
Eram 22h28 (hora de Moscou) do dia 4 de outubro de 1957. A contagem regressiva havia acabado. No coração da Ásia Central, no ultra-secreto cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, a elite do Exército Vermelho presenciou a ignição dos quatro propulsores do R-7, um foguete de 34 metros de altura e 280 toneladas.
Ele transportaria até a órbita terrestre o primeiro satélite artificial da história, uma esfera de alumínio de aproximadamente 60 cm de diâmetro chamada Sputnik 1 (em russo “Спутник-1” ou Satélite 1). Uma vez no espaço, já na madrugada de 5 de outubro o Sputnik começou a transmitir “bips” intermitentes enquanto orbitava o planeta (sobrevoando o território norte-americano) 15 vezes por dia. A corrida espacial havia começado.
> Ouça o bip do Sputnik
Esta foi apenas a primeira vitória da União Soviética frente aos Estados Unidos na conquista do espaço. Apesar da rápida reação de Washington, em 12 de abril de 1961 o Kremlin acertava mais uma, ao enviar o primeiro homem ao espaço, o cosmonauta russo Yuri Gagarin (1934-1968) a bordo da missão Vostok 1.
Menos de um mês depois, em 5 de maio de 1961, a Casa Branca deu o troco colocando Alan Shepard em órbita. Paralelamente, o presidente John Kennedy declarou sua intenção de colocar um americano na Lua até o final daquela década.
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O projeto Apollo havia sido deslanchado. E de fato, a bordo da Apollo 11, Neil Armstrong pisou no Mar da Tranqüilidade em 20 de julho de 1969, naquilo que se tornou o primeiro evento histórico transmitido ao vivo pela tevê para centenas de milhões de seres humanos que habitavam um planetinha azul a 380 mil quilômetros de distância.
Com o triunfo lunar dos EUA, a URSS abandonou qualquer projeto de vôo tripulado, concentrando-se no lançamento de missões automáticas para a Lua, Marte e Vênus. A Nasa seguiu pelo mesmo caminho, não sem antes pousar outras cinco missões na Lua, apenas para abandoná-la em 1972 com a partida da Apollo 17.
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Ainda nos anos 70, a Nasa desenvolveu o programa da estação orbital Skylab, assim como disparou as missões Voyager I e II, que visitariam Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Nos anos 80, foi a vez do Kremlin construir a sua estação orbital, a longeva Mir, que orbitou a Terra a 400 quilômetros de altitude 82 mil vezes ao longo de 15 anos, entre 1986 e 2001.
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