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08 de julho de 2009
telecom
Mobilidade

Analistas duvidam de interesse da Apple em leilão por redes Wi-Fi nos EUA

Por Computerworld/EUA

Publicada em 11 de setembro de 2007 às 10h59

Framingham - BusinessWeek usa fontes próximas a Jobs para citar interesse em leilão a ser realizado em janeiro, mas analistas indicam para parcerias.

A Apple estaria debatendo se participaria ou não do leilão de espectro que a Comissão Federal de Comunicações (da sigla em inglês, FCC) realizará em janeiro, afirmou a revista BusinessWeek nesta segunda-feira (10/09), mas analistas de mercado afirmam que seria loucura a empresa construir uma rede wireless nacional.

"Não há chances disto acontecer", garante Gene Munster, analista da consultoria Piper Jaffray & CO. "Eles devem gastar dinheiro em outras coisas, como o corte de preços do iPhone".

Ezra Gottheil, analista da Technology Business Research, chega à mesma conclusão, mas não descarta totalmente a possibilidade. "Não me surpreenderia se a Apple não considerasse esta idéia, mas não vejo como uma grande oportunidade", afirmou.

Neste cenário, a Apple enfrentaria um risco tremendo, algo que a companhia não precisa agora, diz a analistas, frisando ainda que a empresa é do tipo que consegue fazer apenas uma coisa por vez.

A Apple precisaria investir bastante para entrar no leilão da FCC, que venderá direitos de exploração da banda de 100 MHz que transmissoras de TV deixarão para trás quando convertem todos seus sistemas para digital, em 2009.

Ao ouvir duas fontes próximas ao assunto, a matéria da BusinessWeek, no entanto, nota que a Apple tem quase 14 bilhões de dólares em reservas, mais do que o suficiente para o lance mínimo de 4,6 bilhões de dólares.

O iPhone, evidentemente, é o gênese da especulação que a Apple possa competir com outras empresas de tecnologias, principalmente o Google, na construção de redes sem fio. Um antigo executivo da Apple contou à publicação que faria sentido à campanha tomar esta decisão.

"Com a posição financeira que têm e o investimento feito no mercado de celulares, faz todo sentido para a Apple", confirma.

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Os analistas, porém, se mantêm céticos e apontam para possíveis parcerias da companhia com outras grandes empresas. "A Apple pode considerar uma joint venture com empresas como Cisco e Google, por exemplo".

Três dos atuais sete membros do conselho da Apple têm laços com o Google, incluindo Eric Schmidt, CEO do buscador, e Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos que também é conselheiro sênior no Google.

Gregg Keizer, editor do ComputerWorld, de Framingham.

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