Celular é a próxima fronteira da publicidade
Por Daniela Braun, editora do IDG Now!
Publicada em 29 de agosto de 2007 às 07h00
Atualizada em 31 de janeiro de 2008 às 12h09
Low end
Mas o suposto entrave das operadoras não é o único boi na linha da publicidade móvel. O atraso na chegada das redes de terceira geração (3G) e a ausência de aplicações para celulares mais simples, por exemplo, estão entre as lombadas na corrida da publicidade no celular. "Os telefones sofisticados são 'fashion', acessam a internet, mas são minoria. Não podemos nos esquecer da base inteira de clientes", ressalta Quatorze.
Mentor Muniz Neto, da agência Bullet, reforça a avaliação da operadora dizendo que o mercado de telefonia móvel ainda sofre a ausência de uma aplicação 'matadora' diante da diversidade de modelos e plataformas, bem como de conteúdo adequado a aparelhos mais simples. "Ninguém fala do 'low end'. E hoje, é necessário um mínimo de tecnologia [para receber uma publicidade] que a grande base de usuário não tem", afirma.
A grande base, na avaliação da Claro, seria de 107,5 milhões de usuários, excluindo 1 milhão que a operadora estima como usuários de smartphones capazes de operar aplicações mais robustas.
Embora, segundo Catorze, 36% da base de aparelhos seja renovada anualmente, a troca não significa a compra de modelos de última geração. Segundo uma avaliação da IT Data, 75% dos novos celulares adquiridos no primeiro semestre estavam avaliados em menos de 400 reais.
Da base de usuários brasileiros, no entanto, a Claro estima que 49% dos celulares troquem mensagens de SMS, 40% troquem mensagens multimídia, 50% acessem WAP ou rodem aplicativos em linguagem Java e 25% reproduzam ringtones no formato mp3.
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