Cinco questões polêmicas sobre a TV digital no Brasil
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 16 de agosto de 2007 às 07h00
Atualizada em 02 de dezembro de 2007 às 12h13
Porém, a disponibilidade de aplicações interativas ainda vai depender de um outro fator: das emissoras, que vão enviar o sinal digital. Se elas não criarem as aplicações, o usuário pode até ter um receptor ou uma TV compatíveis, mas não poderá usar o recurso.
O usuário terá liberdade para gravar todos os conteúdos que quiser?
O Comitê de Desenvolvimento da TV digital vetou a instalação de um bloqueador nos aparelhos conversores do Sistema Brasileiro para impedir a reprodução de vídeos, como a gravação de novelas e filmes.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, que também integra o Comitê, já havia se manifestado contrário à colocação dos bloqueadores, durante o 24º Congresso de Radiodifusores, em maio. Segundo Hélio Costa, nos países mais desenvolvidos, a proibição não deu certo.
“A pirataria tem que ser combatida de qualquer forma. A lei e a justiça têm que tomar conta, e ter cuidado para que isso não aconteça, se acontecer, tem que penalizar”, afirmou o ministro, ao defender que o controle da pirataria seja feito com base na legislação de direitos autorais existente no Brasil.
No entanto, a pedido das emissoras, o comitê definiu que os aparelhos não terão um dispositivo que permita ao telespectador pular o comercial quando fizer a gravação de um determinado programa.
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