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22 de setembro de 2009
telecom
Operadoras

Governo espera que conexão a R$ 7,50 mensais beneficie 10 mi de usuários

Por Redação do IDG Now!

Publicada em 06 de agosto de 2007 às 11h53

Brasília - Operadoras queriam plano subsidiado apenas a quem comprasse PC, mas universalização exige benefício a todos, afirma governo.

A expectativa do governo com o desconto oferecido para acesso discado à internet po operadoras de telefonia fixa é beneficiar cerca de 10 milhões de usuários, segundo estimativa citada pelo assessor especial da Presidência da República, José de Aquino, nesta segunda-feira (06/08).

Oferecido desde a última sexta-feira (03/08), o novo plano de acesso oferece 10 horas mensais de conexão por 7,50 reais mensais, economia de 84% em relação aos valores normais cobrados pelas telefônicas, de segundo Aquino.

Brasil Telecom, Telefônica, Oi, CTBC e Sercomtel passaram a oferecer o plano, após acordo com o ministério das Comunicações.

A medida faz parte do programa Computador para Todos, que desde sua implantação em setembro de 2005 previa iniciativas para baratear o acesso à internet, mas só agora governo e operadoras de telefonia chegaram a um acordo.

“As empresas queriam oferecer os descontos só para quem comprou computador com financiamento do governo, mas em telefonia existe o conceito de universalização, não se pode oferecer um serviço só para um determinado grupo – tem que ser para todos”, informou Aquino.

Ele acrescentou que “qualquer pessoa que utilize internet discada pode se cadastrar no plano” e que para aderir o consumidor deve entrar em contato com as centrais de atendimento das operadoras e solicitar o serviço.

Para um dos coordenadores da organização não-governamental (ONG) Comitê para Democratização da Informática (CDI), Celso Fernandes, apesar de positiva – porque aumenta o acesso à internet – a iniciativa do governo “ é uma medida pontual e de impacto limitado”.

Ele comentou que “não há uma abordagem sistêmica sobre que tipo de sociedade da informação queremos" e argumentou: "A discussão ética, a reflexão crítica sobre o conteúdo têm que vir antes antes da questão tecnológica”.

Fernandes questionou o alcance do serviço que, segundo ele, só beneficiará os cerca 21 milhões de brasileiros com acesso a telefonia fixa. E criticou a oferta de planos somente para acesso discado.

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“Nós caminhamos aceleradamente para um nível de acesso rápido, com conteúdos de voz, de áudio e de vídeo que necessitam de internet com alta velocidade, em banda larga”.

Segundo José de Aquino, a definição dos planos levou em conta o perfil dos possíveis beneficiados com os descontos. “Dos 5.560 municípios brasileiros, apenas 2 mil têm redes de banda larga. Os planos alternativos serão direcionados para um público que, em geral, utiliza internet com acesso discado”, afirmou.


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