Reestruturação faz Motorola perder 2º lugar entre fabricantes para Samsung
Por Ben Ames, para o IDG Now!*
Publicada em 03 de agosto de 2007 às 10h47
Atualizada em 03 de agosto de 2007 às 10h55
Boston - Corte em aparelhos e empregos derruba vendas da Motorola, que é ultrapassada pela Samsung e vê Nokia abrir vantagem.
Enquanto a Nokia manteve sua dominação no mercado mundial de celulares durante o segundo trimestre, a rival Motorola escorregou da segunda para a terceira posição mesmo com boas vendas em países emergentes, afirma estudo do IDC divulgado nesta quinta-feira (02/08).
No geral, fabricantes de celulares venderam 272,7 milhões de unidades durante o segundo trimestre, aumento de 16,5% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com os dados da consultoria. Os dados incluem smartphones, mas não PDAs.
No entanto, as vendas foram menores em nações desenvolvidas, onde há menos primeiras vendas já que os clientes estão mais acostumados a substituir seus produtos.
Este é um dos fatores que manteve o crescimento abaixo da sua taxa registrada no mesmo trimestre do ano passado, quando cresceu 22% na comparação ano a ano.
Mesmo com este cenários, fabricantes como Samsung Electronics e Sony Ericsson cresceram mais rápido no mercado médio, registrando aumentos nas vendas de 48,4% e 58,6%, respectivamente.
Este sucesso permitiu que a Samsung ultrapassasse a Motorola no segundo lugar do setor. Atrás da participação de 37% da Nokia, a Samsung teve 13,7%, enquanto a Motorola registrou 13%, a Sony Ericsson teve 9,1% e a LG Eletronics, 7%, de acordo com o IDC.
A queda da Motorola tem relação com o fato da empresa ser a única a ter vendidos menos aparelhos no segundo trimestre em comparação ao período anterior, caindo de 51,9 milhões para 35,5 milhões de unidades.
Mesmo com a venda do milionésimo telefone da linha RAZR, a Motorola ainda experimentará resultados piores, segundo a IDC, já que precisa recuperar investimentos em uma reestruturação interna que incluiu uma nova equipe de gerenciamento, novos produtos, redução de inventário e corte de empregos, afirmou o analista do IDC, Ramon Llamas.
A companhia está sofrendo atualmente com sua estratégia de cortar preços para ganhar participação de mercado. Em curto prazo, isto ajudou a empresa a ganhar visibilidade com o RAZR, mas um inventário muito grande permitiu que rivais ganhassem participação, afirma Llamas.
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Em contraste, a força da Nokia veio da mesma estratégia usada em trimestres recentes, com fortes resultados na Europa e Ásia e demanda crescente por suas séries de telefone N series e E series.
As mudanças da Motorola já afetaram a indústria, mas, em um prazo maior, a Apple terá influência maior ainda com o iPhone, afirma o estudo do IDC. Mesmo que ainda não esteja entre os principais telefones vendidos, o iPhone forçou rivais a melhorar designs e interfaces, arremata o IDC.
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