Governo pode anunciar padrão de rádio digital sem ter resultado de testes
Por Redação, do IDG Now!*
Publicada em 01 de agosto de 2007 às 08h58
Brasília - Caso cumpra prazo inicial, definição da Anatel sai em setembro, um mês antes dos relatórios sobre testes divulgados pela Abert.
Mesmo com a promessa da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) de entregar relatórios sobre os testes com rádio digital em 60 dias, a definição do governo quando ao padrão de transmissão pode sair antes disto.
Caso cumpra o prazo original, o conselho consultivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverá apresentar sua proposta final até o dia 14 de setembro, com os resultados dos testes de apenas uma rádio brasileira.
Atualmente, 16 emissoras de rádio AM e FM operam em caráter de teste no sistema norte-americano In Band on Chanel (Iboc). Outras 42 já pediram autorização à Anatel, mas ainda não iniciaram os testes.
As únicas emissoras que irão testar o sistema europeu Digital Radio Mondiale (DRM) em ondas curtas (OC) são a Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB) e a Radiobrás. Os testes ainda não começaram.
O diretor de TV Digital do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Juliano Castilho Dall`Antonia, alerta que é preciso ter um volume razoável de dados para responder categoricamente qual sistema é o melhor.
Por outro lado, o presidente da Abert, Daniel Slaviero, acredita que “a discussão está muito madura” e os relatórios “vêm só contribuir no seguinte sentido: se a cobertura digital está maior, igual ou menor que a analógica. Não vêm necessariamente argumentar ou questionar a qualidade do padrão”.
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As 16 emissoras de rádio AM e FM que realizam testes com o sistema americano Iboc se localizam nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Mas para Juliano Dall`Antoni, do CPqD, “estes testes estão muito pulverizados”, já que são feitos em apenas uma emissora de São Paulo e outra em Porto Alegre, e não em várias.
O presidente da Abert discorda. Segundo ele, “os testes têm caminhado muito bem e a migração traz um salto de qualidade impressionante”. O que falta, para o executivo, e está causando a maior dificuldade para as rádios, é “a definição por parte do governo”.
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