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09 de julho de 2009
telecom
Mobilidade

RFID: por que a etiqueta de identificação ainda não decolou no Brasil?

Por Luiza Dalmazo, repórter do Computerworld

Publicada em 23 de julho de 2007 às 07h25
Atualizada em 03 de setembro de 2007 às 18h17
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O superintendente do grupo, Cláudio Czapski, enumera razões pelas quais acredita no ritmo lento. O primeiro motivo, segundo ele, é a lógica do hemisfério norte, que se diferencia da nossa realidade. “O RFID exige investimento inicial alto, cujo retorno vem com a redução no custo de mão-de-obra ao longo da cadeia – mas como por aqui o preço do trabalho é baixo, o retorno demora mais”, explica.

Entre os outros fatores, Czapski cita a falta de escala, que não combina com os altos volumes necessários para o RFID, o custo de 20 centavos de real que não é adequado para produtos de baixo custo e também o perfil de cópia do Brasil, que prefere aguardar os resultados em iniciativas estrangeiras, para começar os investimentos.

Finalmente, o executivo lembra os problemas da solução. “Em um ambiente de logística, pode ter leitores de caminhões com alcance entre quatro e cinco metros, o que não pode se repetir em um supermercado, porque vários carrinhos de compras seriam lidos simultaneamente”, explica.

Por conta de tantas razões, Czapski aposta que vai levar entre oito e dez anos para existirem produtos com etiquetas ao longo da cadeia. “Só vai massificar quando se pagar”, define.

Quatro fatores determinam o que vai motivar a adoção e fazer com que sejam superados esses desafios, de acordo com o profissional da ECR Brasil:

1. Quando for proposto um valor adicional ao sistema, como a identificação de produtos pirata, por exemplo;

2. Exigência de algum mercado específico, como no caso europeu de carne brasileira;

3. Quando tiver risco de perda de um grande cliente ou;

4. Para garantir controle de inventário

O começo do uso do RFID poderá ocorrer, no entanto, com a compra de um serviço e não com a adoção propriamente dita, para fins de rastreabilidade. A Chep acredita nisso e, neste mês, terá um servidor local pronto para fazer a leitura de ativos a partir do Brasil também. Até então, o gerenciamento de informações era feito a partir dos Estados Unidos e Austrália.

Assim, as empresas vão dispor de um serviço para controlar seus ativos e evitar que o material de contentores fique esquecido em estoques e perca prazos de validade, por exemplo. Portanto, nesse caso, o atrativo do RFID deixa de ser apenas o rastreamento de produto, mas sim as informações correspondentes.

A previsão de que os projetos deverão sair do papel nos próximos dois anos parece ser verdadeira. Em 2009 entra em operação na siderúrgica ThyssenKrupp Steel um sistema logístico que usa solução RFID fornecida pela Sybase.

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Segundo a companhia, a infra-estrutura de software será utilizada pela companhia em sua nova usina siderúrgica, na baía de Sepetiba, no Brasil, assim como no porto de Duisburg (Alemanha), para a identificação automática de chapas de aço e otimização do processo de entrega dos produtos.

Mesmo com projetos desse tipo, os profissionais do mercado concordam que quem vai liderar o início das adoções da tecnologia e a implementação em massa das etiquetas de identificação por radiofreqüência são grandes redes como Wal-Mart, Pão-de-Açúcar e Carrefour, juntamente com empresas de distribuição. Quem vai sair na frente, no entanto, é um mistério, apesar de a largada ter sido dada.


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1 comentário(s)
RFID
Osmair - 03 Set 2007, 18h17

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