Operadoras querem levar rede a todas as estações do Metrô SP até dezembro
Por Taís Fuoco, editora do Computerworld
Publicada em 20 de julho de 2007 às 08h49
Atualizada em 20 de julho de 2007 às 11h07
São Paulo - Vivo, TIM e Claro receberam aval de Unicel e Nextel para formarem um único consórcio e compartilharem os custos da implantação da rede.
As operadoras de celular que atuam no Estado de São Paulo pretendem se unir para dividir os custos de implantação de uma rede de telefonia móvel na infra-estrutura do metrô paulista. Desta forma, os cerca de 3 milhões de usuários dos trens subterrâneos poderão falar ao celular durante o trajeto a partir de dezembro deste ano.
A Companhia do Metropolitano de São Paulo lançou um chamamento público no qual as interessadas em implantar a estrutura podem se inscrever até o dia 10 de agosto. As propostas serão abertas no dia 13 do mesmo mês, quando a documentação e a habilitação de cada uma serão avaliadas pela equipe técnica do metrô.
Segundo Sérgio Assenço, vice-presidente de regulamentação da Vivo, a principal exigência do processo é que a companhia tenha uma licença de Serviço Móvel Pessoal (SMP) da Anatel. "Assim, evita-se que um aventureito queira disputar o negócio", afirmou.
Além disso, a companhia vai exigir uma remuneração mensal da operadora escolhida para explorar o serviço em nome da utilização da infra-estrutura do metrô.
Como não há impedimento para a formação de consórcios, Assenço explica que as operadoras decidiram se unir para dividir os custos. Vivo, Claro e TIM já haviam concordado com a proposta e decidiram chamar também a Nextel e a Unicel - esta ainda em vias de dar início à implantação dos seus serviços, já que foi habilitada no último leilão realizado pela Anatel, no início deste ano.
Ambas concordaram, segundo o executivo da Vivo e, por isso, agora as empresas trabalham na criação de um memorando de entendimento. Cada uma, entretanto, assinará um contrato em separado com a Companhia do Metropolitano e, por isso, cada uma pagará a mensalidade de cerca de 73 mil reais pelo uso da infra-estrutura.
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