Oi fecha com Nokia Siemens 1º contrato de IPTV da América Latina
Por Taís Fuoco, editora do Computerworld
Publicada em 13 de julho de 2007 às 17h10
Atualizada em 13 de julho de 2007 às 17h43
São Paulo - Operadora lança serviço no Rio de Janeiro no final deste ano. Acervo contará com 200 a 300 horas de material de vídeo.
A Nokia Siemens fechou com a Oi seu primeiro contrato de infra-estrutura de IPTV (serviços de TV pela rede IP) na América Latina. A operadora estuda o assunto há cerca de dois anos e, asssim como Telefônica e Brasil Telecom, vinha realizando testes internos com grupos de usuários.
Agora, no entanto, a Oi assinou contrato para início comercial do serviço, o que deverá acontecer até o final deste ano, em princípio somente na capital do Rio de Janeiro. O valor do contrato não foi divulgado.
Por impedimentos regulatórios, a operadora não poderá distribuir conteúdo televisivo ininterrupto, como em um broadcast. Por isso, o serviço será, nesse primeiro momento, de vídeo on demand, como em uma locadora virtual.
Nelson Wang, diretor de vendas da Nokia Siemens para a conta da Oi, explica que, em todo o mundo, a companhia já tem "mais de 80 projetos" de IPTV, especialmente em países da Ásia e da Europa, "mas esse é o primeiro contrato assinado no Brasil e na América Latina", ressaltou.
Segundo ele, a plataforma permite a transmissão em broadcast e, por isso, se a regulamentação em algum momento permitir, o serviço poderá avançar para isso.
De acordo com Wang, a infra-estrutura prevê o gerenciamento do conteúdo e das garantias de direitos autorais, assim como a distribuição do conteúdo para cada cliente e a geração de relatórios para o departamento de billing da operadora.
"O IPTV é uma área muito estratégica para a Nokia Siemens porque a riqueza do vídeo torna muito mais valiosa a oferta de telecomunicações", disse o executivo.
Segundo ele, a plataforma da Nokia Siemens já homologou vários fabricantes de set top boxes. Por isso, "a operadora é que vai definir qual irá ser usado", disse Wang.
De acordo com ele, ainda que se fale que o serviço de IPTV pode demorar a emplacar no Brasil, a expectativa da companhia, com base em pesquisas de mercado, é que em 2010 o Brasil tenha cerca de 1 milhão de assinantes de vídeo on demand, número que deverá ser de 2,3 milhões na América Latina.
Em 2012, no entanto, a pesquisa da companhia prevê que o número quase dobre no Brasil, para mais de 1,8 milhão do total de 4,6 milhões na América Latina.
"Pode parecer um número pequeno, mas quando se compara com a TV paga, é um crescimento considerável", afirmou, já que em 12 anos de TV paga o País acumula 4,5 milhões de assinantes.
Aposta na conveniência
A Oi aposta na conveniência para acreditar no sucesso do serviço. De acordo com José Luis Volpini, diretor de novos negócios da Oi, "mesmo quem tem TV paga em casa acaba indo à locadora de vez em quando. Muitas vezes paga multa porque não consegue entregar o filme no prazo e nem sempre agrada toda a família".
Ele conta que a companhia recebeu 11 propostas de fornecedores de plataforma quando lançou a primeira requisição. Desses, quatro foram selecionados - NEC, Promon, Alcatel-Lucent e Nokia Siemens - até que a companhia optou pela última. "Solução técnica e preço foram os requisitos", explicou.
Segundo ele, a operadora ainda não definiu o cronograma de expansão do serviço porque acredita que "o primeiro ano é determinante" e vai ser nesse período em que vai testar a aceitação do mercado. "Estamos entrando em um novo território".
Para Volpini, entretanto, ainda que no mundo todo a tecnologia seja razoavelmente nova, esse "é um caminho sem volta".
A operadora pretende oferecer "todo tipo de conteúdo", como filmes, documentários, jogos, shows e conteúdos regionais. Todo mês, ela pretende renovar as cerca de 200 horas de programação que terá disponíveis. O preço ainda não está fechado, mas a idéia é ter uma opção de assinatura (preço fixo) e cobrança por título baixado.
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