Presidente da Sky critica entrada da Telefônica no mercado de TV paga
Por Daniela Braun, editora do IDG Now!
Publicada em 26 de junho de 2007 às 19h34
Atualizada em 28 de junho de 2007 às 18h37
São Paulo - Executivo considera monopolista atuação da Telefônica no mercado de TV paga e propõe revisão da Lei Geral de Telecomunicações.
Nesta terça-feira (26/06), o presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista da Rocha, não poupou críticas à entrada da Telefônica no mercado de TV por assinatura via satélite, autorizada pela Anatel em março. Além disso, a operadora também aguarda autorização da agência para assumir o controle da TVA.
"A Lei Geral de Telecomunicações foi formulada em um período prévio à convergência. Não podemos ver decisões isoladas sem a revisão do todo", criticou o executivo referindo-se à autorização dada pela Anatel à operadora para prestar o serviço de TV paga via satélite, em março deste ano.
Seguindo o posicionamento da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Rocha defende a revisão da Lei Geral de Telecomunicações para defender concorrência entre os prestadores de serviços convergentes.
"Não entendemos como um player como a Telefônica possa controlar todo e qualquer serviço no Estado de São Paulo", reclamou Rocha. "Se o consumidor [paulista] não estiver satisfeito com os serviços da Telefônica ele muda para o Rio de Janeiro. É isso que vai acontecer", criticou.
Embora ainda não tenha iniciado, efetivamente, a prestação do serviço de TV paga, a Telefônica adotou a estratégia de venda casada de pacotes de telefonia, acesso em banda larga e TV por assinatura com a TVA.
O modelo já é praticado pela Sky em parceria com as operadoras Brasil Telecom e Oi, que exclui o Estado de São Paulo. Segundo Rocha, as vendas com a Brasil Telecom tem sido bem-sucedidas e a Oi "está começando a engrenar" como parceiro comercial. O executivo não detalhou a representatividade destes canais nas vendas da Sky.
Em segundo lugar no mercado de TV por assinatura - atrás da NET, que detém 46% do setor - a Sky conta com uma participação de 30% a 33%, em número de assinantes, segundo o executivo. Com a compra da DirecTV, a empresa assumiu uma base de 410 mil assinantes (90% da base da empresa adquirida no ano passado) e soma 1,5 milhão de clientes, atualmente.
A meta para 2007, de acordo com o presidente da Sky, é atingir uma base de 1,6 milhão de assinantes e um faturamento superior a 1 bilhão de dólares, o que representa um aumento bruto de 40% sobre o faturamento de 2006 (28% contando a depreciação do dólar).
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