Redecard desenvolve sistema de cartão de crédito pelo celular
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 15 de junho de 2007 às 18h54
São Paulo - Sistema já está sendo testado por um banco em São Paulo e pode chegar ao mercado em até 60 dias, diz diretor de marketing.
A Redecard anunciou nesta semana um sistema que substitui o cartão de crédito pelo celular, batizado de Foneshop. De acordo com a operadora de cartões, o serviço poderá ser utilizado por qualquer aparelho de qualquer operadora, que receba torpedos SMS.
De acordo com Ronaldo Varela, diretor de markeitng e produto da Redecard, um banco já está testando a tecnologia em São Paulo e poderá lançar o serviço para seus correntistas no prazo de 30 a 60 dias. Outras quatro instituições financeiras também estariam em processo de negociação, segundo o executivo.
“A vantagem é que o sistema utiliza toda a infra-estrutura que já existe e é bastante flexível, podendo ser adaptado de acordo com o modelo desenhado pelo banco”, explica Varela.
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O serviço substitui os cartões de plástico das bandeiras MasterCard e Diners Cub Internacional e poderá ser utilizado tanto pelo usuário, para fazer pagamentos na rede tradicional de estabelecimentos, quanto pelos varejistas para receber pagamentos no aparelho móvel - tanto nas lojas quanto em táxis, serviços de entrega, venda em domicílio e por feirantes, por exemplo.
Para “transferir” seu cartão de crédito para o celular, o usuário fará uma solicitação ao seu banco - se ele aderir ao serviço. A partir de então ele poderá fazer as compras por meio do PoS (máquina utilizada para fazer transações de crédito e débito) tradicional, informando o número do celular, o número do cartão ou um número específico gerado pelo banco - a escolha fica a critério do modelo adotado pela instituição financeira, segundo Varela.
Após o lojista digitar o número, o PoS faz uma requisição ao banco, que envia um SMS ao celular do usuário confirmando o valor da compra e informando uma senha. O usuário então digita uma contra-senha e envia uma mensagem ao banco, autorizando a transação. “A senha é dinâmica, o que torna o processo mais seguro”, argumenta o diretor.
De acordo com o executivo, no modelo de negócio está previsto que a Redecard arcará com os custos de telefonia dos estabelecimentos, enquanto o banco ficará com o ônus do tráfego de mensagens enviadas e recebidas - ou seja, a loja e o usuário não têm custo adicional algum no processo.
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