Lançamento do Sputnik, primeiro satélite artificial, completa 50 anos
Por Peter Moon especial para o IDG Now!
Publicada em 15 de junho de 2007 às 19h50
Atualizada em 03 de outubro de 2007 às 18h23
São Paulo - Primeiro satélite artificial, que entrou em órbita há 50 anos, deu início à corrida espacial que levou o homem à Lua.
Responda rápido: o que é que o Sputnik, o primeiro satélite artificial da história, lançado pela União Soviética há 50 anos, e a internet nossa de cada dia têm em comum?
A resposta é: tudo! Calma, eu explico. Anos 50, o auge da Guerra Fria. Os EUA e a URSS, os grandes vencedores da Segunda Guerra Mundial, haviam se apoderado dos cérebros nazista responsáveis pelas bombas voadoras V-2 e dividido o mundo em duas esferas de influência, uma capitalista e outra comunista. Além disso, Washington e Moscou eram as únicas potências nucleares do planeta, e acreditava-se que um duelo atômico entre os dois era apenas uma questão de tempo.
> Veja fotos do Sputnik
Foi nesse contexto que numa manhã fria outono na sexta-feira, 5 de outubro de 1957, o presidente americano Dwight Eisenhower, os falcões da sua administração e todo o Estado Maior do Pentágono levaram o maior susto de suas vidas. Eles descobriram assombrados que, desde a noite anterior, uma pequena lua artificial “comunista” passava 15 vezes por dia centenas de quilômetros acima das suas cabeças. Ficaram absolutamente histéricos - cena que foi muito bem retratada no filme Os Eleitos (The Right Stuff), de 1983.
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O Sputnik 1 (em russo “Спутник-1” ou Satélite 1) era uma esfera de alumínio de 58,5 cm de comprimento e peso de 83,6 kg, na qual estavam acopladas quatro antenas e dois transmissores de rádio. Projetado pelo gênio astronáutico soviético Sergei Pavlovich Koroliov (1907-1966), o satélite artificial foi lançado na ponta de um foguete R-7 do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, às 22h28, hora de Moscou.
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Logo após o lançamento, centenas de estações de rádio no coração da América e milhares de radioamadores ao redor do planeta foram alertados para sintonizar a freqüência do bip emitido pelo Sputnik – assim como observar seu reflexo no firmamento no amanhecer de 5 de outubro.
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